Foto: Divulgação
Viva e Deixe Viver amplia atuação e impacta mais de 14 mil pessoas com ações de leitura em hospitais de Salvador
Quando uma história atravessa a porta de um hospital ou ocupa o espaço de uma sala de aula, ela faz mais do que entreter, ela cria conexões, reduz distâncias emocionais e transforma ambientes marcados pela dor, pelo medo ou pela vulnerabilidade em espaços de acolhimento, bem-estar, imaginação e aprendizado. É com essa proposta que a Associação Viva e Deixe Viver vem ampliando, há quase três décadas, sua atuação no Brasil.
A instituição está presente em Salvador desde 2002, e conta com 83 voluntários, que atuam em dez hospitais: Hospital Geral do Estado da Bahia (HGE), Hospital Geral Roberto Santos, Hospital Irmã Dulce, Hospital São Rafael, Universidade do Estado da Bahia (UNEB), Instituto Couto Maia, Hospital Aliança, Hospital Martagão Gesteira, IPERBA e Hospital Geral Menandro de Faria. De acordo com o Balanço Social 2025 da organização, no estado mais de 14 mil pessoas foram impactadas no último ano, entre crianças hospitalizadas, familiares e profissionais da saúde.
Em âmbito nacional, a Viva e Deixe Viver atua em 93 hospitais distribuídos em dez praças localizadas em São Paulo (capital, Baixada Santista, Litoral Norte, Marília e Campinas), Brasília (DF), Porto Alegre (RS), Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ), além de Salvador. Na área da educação, a organização atua em 20 escolas públicas em São Paulo, Holambra (SP) e Brasília (DF).
Em 2025, mais de 138 mil pessoas foram impactadas diretamente no Brasil, entre crianças hospitalizadas, familiares, profissionais da saúde, estudantes e educadores, consolidando um novo ciclo de crescimento nacional. A instituição mobilizou 721 voluntários atuantes, número que posiciona a associação com uma estrutura comparável à de grandes organizações em termos de capital humano e capacidade de mobilização social.
Os resultados de 2025 refletem não apenas a ampliação territorial da Viva, mas também o fortalecimento de uma rede nacional de voluntariado dedicada à promoção do bem-estar, da cultura e da humanização em ambientes tradicionalmente marcados pela dor e pela vulnerabilidade. “O balanço reflete o compromisso de uma rede viva, construída por centenas de voluntários que acreditam no poder transformador das histórias. Mais do que números, os resultados mostram o impacto de uma atuação baseada em empatia, escuta e presença”, afirma Valdir Cimino, fundador da associação.
Humanização hospitalar e acolhimento emocional - A área da saúde segue como principal frente de atuação da Viva e Deixe Viver. No ano passado, mais de 116 mil pessoas foram impactadas diretamente pelas ações hospitalares da organização, incluindo 54.118 crianças hospitalizadas, além de 51.544 familiares e acompanhantes e mais de 10,6 mil profissionais da saúde.
Ao longo do ano, os voluntários realizaram a leitura de 13.437 livros dentro de hospitais e dedicaram cerca de 12.952 horas à contação de histórias e atividades de acolhimento. As ações aconteceram em hospitais públicos, filantrópicos e privados, incluindo instituições de referência nacional. Além do impacto emocional nas crianças hospitalizadas, a atuação da Viva também promove suporte afetivo a acompanhantes e equipes médicas, contribuindo para tornar o ambiente hospitalar mais humanizado e acolhedor.
Educação, leitura e formação cidadã - Na educação, a associação ampliou significativamente sua atuação no período, alcançando mais de 21 mil pessoas por meio de projetos de incentivo à leitura, formação de educadores e ações culturais em escolas públicas. As iniciativas aconteceram em cidades como São Paulo (SP), Holambra (SP) e Brasília (DF), onde voluntários realizam contações de histórias em escolas da rede pública. Somente em Holambra, onde a contação acontece semanalmente, cerca de 12 mil interações foram registradas ao longo do ano.
A Viva também fortaleceu ações de formação cultural e pedagógica, promovendo cursos como “A Arte de Contar Histórias e do Brincar na Saúde”, que capacitou 165 novos voluntários contadores de histórias em diversas regiões do Brasil, além do curso “Sacola Literária”, cuja edição de 2025 teve como tema o letramento racial e reuniu especialistas, escritores e educadores em cinco encontros virtuais.
Outro destaque foi a ampliação das ações digitais da instituição. O projeto Sarau Viva On realizou 129 salas online de contação de histórias em 2025, impactando 692 pessoas, enquanto as “Domingueiras de Histórias”, transmitidas pelo YouTube e pela Soul TV, somaram milhares de visualizações ao longo do ano.
Impacto econômico e fortalecimento institucional - O Balanço Social 2025 também evidencia o impacto econômico gerado pela atuação voluntária da instituição. Segundo os dados apresentados, a Viva registrou mais de 83 mil horas qualificadas doadas em 2025, gerando um capital humano estimado em R$ 3,2 milhões.
O levantamento aponta ainda que, para cada R$ 1 investido na organização, houve um retorno social estimado em R$ 2,41 para a sociedade. Já as doações de pessoas físicas e jurídicas cresceram 18,3% em relação ao ano anterior, passando de R$ 549 mil em 2024 para R$ 649 mil em 2025. A associação também ampliou sua visibilidade institucional ao longo do ano, com mais de 120 inserções na mídia, incluindo participações em veículos como Folha de S. Paulo, TV Cultura, TV Globo e CBN.
Com quase três décadas de atuação, a Viva e Deixe Viver reforça, por meio do Balanço Social 2025, sua missão de promover uma sociedade mais humanizada a partir da literatura, da escuta e do voluntariado, mostrando que histórias também podem ser ferramentas de cuidado, acolhimento e transformação coletiva.
Por Antonio Saturnino
