Foto: Lucca Eloy
Desfile no Rio Vermelho marca encerramento do 11º Festival Internacional de Capoeiragem
Um desfile com Capoeira e roda de samba pelas ruas do Rio Vermelho na manhã desta segunda-feira (2) marcou o encerramento do 11º Festival Internacional de Capoeiragem. O tradicional projeto Romaria dos Capoeiras integrou
a programação do evento que acontece desde o dia 29 de janeiro em
Salvador. Como parte da Festa de Iemanjá, milhares de pessoas celebraram
a ancestralidade e a riqueza cultural da Bahia com a presença do
artista e ativista social Tonho Matéria. Na
quinta edição, a Romaria, que é aberta ao público e gratuita, teve
concentração às 4h30 no Largo da Mariquita. Um carrinho de café adaptado
como mini trio elétrico misturou alegorias, instrumentos musicais,
samba reggae, dança, Capoeira, teatro e histórias populares para
preservar e promover a herança cultural afro-brasileira. “A
Romaria é um projeto lindo que evidencia a mistura de elementos que
tanto enriquece a nossa cultura. E não poderia haver maneira melhor de
encerrar a 11ª edição do Festival Internacional de Capoeiragem, que foi
um sucesso”, disse mestre Balão, organizador do festival e presidente do Instituto CTE Capoeiragem. O
festival teve como ponto central o Pátio Ordem Terceira (POT), no
Pelourinho, mas tomou as ruas para a Romaria neste 2 de fevereiro e
também no último sábado (31), com um passeio cultural para Santo Amaro, no Recôncavo Baiano.
Na cidade, houve tour por locais históricos, palestra “O Maculelê do
Mestre Popó” com a professora Maria Mutti, oficina de Maculelê com
mestre Macaco e oficina de Capoeira com mestre Folha, além de uma
vivência de samba de roda na Ação Griô com mestra Rita da Barquinha. Já nos dias 29 e 30 de janeiro e 1º de fevereiro, no Pelourinho, o festival contou com momento de homenagens a mestres antigos, encontro literário, feira literária, oficinas, torneio e formatura, com a presença de crianças, adolescentes, jovens e adultos. O evento marcou o lançamento do livro ‘Capoeiragem Mirim e a Educação Holística - Um estudo de caso sobre educação na Capoeira’,
de mestre Balão. Ele, que também é responsável pelo projeto social
Capoeiragem Mirim, compartilha no livro os resultados de um estudo sobre
a edição do projeto que aconteceu em Camaçari, em 2022, com 100
crianças e adolescentes. Realizado
pela Escola CTE Capoeiragem, através do Instituto CTE Capoeiragem e com
patrocínio da Embasa - Governo da Bahia e outros apoiadores, o festival
recebeu praticantes, mestres e admiradores da Capoeira de mais de 20 países, como Suíça, Alemanha, França, EUA, Canadá e Japão. A
portuguesa Olga Monteverde Wallraff, de 44 anos, conhecida na capoeira
como Arco-Íris, marcou presença no evento pela quinta vez. Ela, que
começou a fazer aulas de Capoeira aos 16 anos, hoje é professora na
Alemanha, passando aos alunos os conhecimentos que aprendeu. Durante
o festival, ela ministrou oficinas e participou da formatura, passando a
ser reconhecida como contramestre. “Foi uma grande responsabilidade dar
aula de Capoeira na Bahia, mas fiquei muito honrada com o convite.
Estar no festival é maravilhoso. É indescritível a sensação de ver
grandes nomes da Capoeira do mundo todo aqui reunidos”, disse Olga. Por Gabriela Bandeira
