Os projetos escolares do Novo PAC foram desenhados para se adaptar à realidade de cada comunidade, considerando logística de transporte, clima e custos regionais, entre outros. Foto: Geyson Magno
Novo PAC: Governo do Brasil autoriza construção de 117 escolas indígenas em 17 estados
O Governo do
Brasil deu mais um passo decisivo para o fortalecimento da educação
intercultural e o respeito à autonomia dos povos originários. No âmbito
do Eixo Educação, Ciência e Tecnologia do Novo PAC, foi autorizada a
construção e ampliação de 117 escolas indígenas em todo o país. A
medida, oficializada pela Resolução nº 12/2026, prioriza infraestruturas
que respeitem a identidade cultural, os modos de vida e as tradições de
cada etnia.
A
iniciativa marca a consolidação da Política Nacional de Educação Escolar
Indígena (PNEEI-TEE), instituída em 2025. Além das escolas, o Governo
também anunciou a construção de cinco novos campi de Institutos Federais
(IFs) e a ampliação de investimentos em universidades federais,
reforçando o compromisso com a educação pública em todos os níveis.
A medida
responde diretamente à histórica demanda das comunidades por
infraestrutura escolar específica nos territórios indígenas. A
articulação entre a União e os estados, o respeito à organização dos
territórios etnoeducacionais e a exigência de anuência das lideranças
indígenas asseguram a legitimidade e a efetividade das ações propostas.
Ao todo,
17 estados receberão investimento para construção de escolas indígenas:
Acre (2), Alagoas (1), Amazonas (25), Amapá (17), Bahia (4), Ceará (2),
Maranhão (11), Mato Grosso do Sul (6), Mato Grosso (10), Pará (7),
Pernambuco (1), Rio Grande do Sul (1), Roraima (22), São Paulo (1),
Minas Gerais (1), Rondônia (3) e Tocantins (3).
ESPECIFICIDADES CULTURAIS
Diferente das construções convencionais, os projetos escolares do Novo
PAC foram desenhados para se adaptar à realidade de cada comunidade,
considerando logística de transporte, clima, custos regionais, entre
outros. O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE)
disponibilizou modelos de duas e cinco salas de aula, definidos conforme
o número de alunos e a capacidade de atendimento da comunidade.
A
execução das obras ocorre em parceria direta entre a União e os estados,
com unidades previamente definidas pela Secretaria de Educação
Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão
(Secadi) do Ministério da Educação (MEC), em articulação com os entes
federativos. Para a seleção, foram observados critérios técnicos,
territoriais e populacionais.
A
formalização das propostas foi realizada por meio do sistema
TransfereGov, pelos chefes do poder Executivo estadual, com análise
técnica preliminar do FNDE e operacionalização pela Caixa Econômica
Federal.
A seleção
dos estados e a definição do volume de obras foram conduzidas pela
Secadi/MEC a partir de um mapeamento de vazios assistenciais,
priorizando comunidades onde as atividades pedagógicas ainda ocorrem em
espaços improvisados. O processo utilizou como diretriz a organização
dos Territórios Etnoeducacionais (TEEs), que respeita a lógica
sociocultural e a organização territorial dos povos indígenas em vez de
se limitar a fronteiras estaduais.
Além
disso, foram aplicados critérios de vulnerabilidade socioeconômica e
análise de pressão demográfica, assegurando que o investimento atenda às
regiões com maior demanda educacional e carência de infraestrutura,
sempre mediante a validação formal das manifestações de interesse dos
entes federativos.
NOVOS CAMPI
Os novos campi de instituto federal que entraram na ação de expansão
são: Campus Santa Maria do Instituto Federal Farroupilha (IF
Farroupilha); Campus Ponta Grossa do Instituto Federal do Paraná (IFPR);
Campus Luzilândia do Instituto Federal do Piauí (IFPI); Campus São
Paulo – Jaçanã do Instituto Federal de São Paulo (IFSP); e Campus
Triunfo do Instituto Federal Sul-rio-grandense (IFSul).
Na ação
de consolidação do Novo PAC, também receberão recursos as unidades
existentes. As obras contempladas são: construção de salas de aulas e
estruturas acadêmicas de Divinópolis, do Centro Federal de Educação
Tecnológica (Cefet) de Minas Gerais; construção da biblioteca do Campus
Governador Valadares, do Instituto Federal de Minas Gerais (IFMG);
compra de equipamentos e mobiliários do Campus Presidente Prudente, do
Instituto Federal de São Paulo (IFSP); construção de estruturas
acadêmicas e administrativas do Campus Diamantino, do Instituto Federal
de Mato Grosso (IFMT); e complexo esportivo do Campus Açailândia, do
Instituto Federal do Maranhão (IFMA).
EDUCAÇÃO SUPERIOR
Já na educação superior, foram incluídas 22 obras no eixo de
consolidação nas universidades federais, totalizando 377 obras, com
investimento previsto de R$ 3,4 bilhões. No eixo expansão, estão
previstos 11 novos campi, totalizando R$ 6,6 milhões em investimentos.
Os ajustes de investimento na educação superior decorrem do
remanejamento da carteira do Novo PAC das universidades federais, no
âmbito das carteiras já aprovadas, com o objetivo de atualizar e
reorganizar os empreendimentos estratégicos do setor.
As
intervenções incluem construção, ampliação e modernização de estruturas
acadêmicas e administrativas, além de restaurantes universitários,
moradias estudantis, laboratórios, equipamentos, complexos culturais e
esportivos e ações de urbanização dos campi, fortalecendo as condições
de ensino, pesquisa, extensão, inovação e permanência estudantil.
EXPANSÃO
As ações do Novo PAC para os institutos e universidades federais
contemplam expansão de campi e melhoria da infraestrutura em campi
existentes em todo o país. A consolidação dos institutos federais
prioriza a construção de restaurantes estudantis, bibliotecas, blocos de
salas de aula e laboratórios, quadras poliesportivas e unidades em
sedes próprias. Já a expansão é destinada à criação de novos campi,
espalhados pelas cinco regiões do país.
Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República
