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Skeelo se consolida como única plataforma brasileira entre os três maiores players de livros digitais, segundo pesquisa Panorama do Consumo de Livros
A pesquisa “Panorama do Consumo de Livros 2025”, divulgada pela Câmara Brasileira do Livro (CBL) e realizada pela Nielsen BookData, reforça que o consumo de livros segue em expansão no país, com uma importante mudança no mercado nacional: o avanço do uso de celulares para o consumo de livros digitais, que chegou a 48,2%, contra 46,7% no ano anterior. Nesse período, outro destaque é o crescimento do consumo de audiobooks entre os leitores de livros digitais, de 22% para 24%, no comparativo entre 2024 e 2025.
O estudo, que analisa o perfil e os hábitos de compra dos consumidores de livros e ouviu 16 mil entrevistados em todo o Brasil, também indicou que 18% da população brasileira adquiriu ao menos um livro no último ano, um crescimento de 2 pontos percentuais em relação ao período anterior — o equivalente a cerca de 3 milhões de novos consumidores.
O novo cenário aponta a consolidação do mercado de livros digitais em torno de três grandes players que concentram cerca de 85% das compras, entre eles o Skeelo, a única alternativa brasileira e uma das principais plataformas de audiobooks e ebooks da América Latina. No último ano, ainda de acordo com a pesquisa, a empresa registrou crescimento de 13,1% para 17,5% entre os clubes de leitura mais citados pelos consumidores.
Rodrigo Meinberg, cofundador e CEO do Skeelo, aponta que o acesso aos livros digitais por meio dos celulares desempenha um importante papel, uma vez que elimina barreiras estruturais e amplia o acesso aos títulos em regiões com menor infraestrutura. “O mercado de livros digitais está passando pela mesma transformação que a música e o vídeo passaram. Não é mais sobre quem tem o maior catálogo, mas sobre quem consegue chegar até o usuário de forma simples e recorrente”, afirma o executivo.
A mudança no comportamento do consumidor reflete diretamente no acesso aos livros. Embora o estudo aponte que para 72% dos brasileiros exista alguma livraria em sua cidade, entre os entrevistados que afirmaram não ter livraria no município, 73% afirmam sentir falta desse tipo de espaço.
“Durante décadas, o acesso ao livro no Brasil foi muito limitado pela infraestrutura física. Hoje, o celular resolve esse problema e a distribuição das obras torna-se protagonista. A leitura deixa de depender de livrarias e passa a estar disponível na palma da mão de qualquer pessoa”, diz Meinberg.
Embora 35% dos entrevistados que se declaram “não consumidores” de livros continuem apontando o preço como um fator limitante, o crescimento do mercado indica que o principal entrave pode não estar no custo, mas sim na forma como o livro chega ao consumidor. “Quando o livro chega ao usuário sem esforço e o preço deixa de ser o principal problema, a leitura vira um hábito recorrente. O que sempre faltou no Brasil foi distribuição eficiente, não interesse por leitura”, afirma o CEO.
Para consolidar a leitura como hábito recorrente, o Skeelo conecta milhões de pessoas a audiobooks e ebooks por meio de parcerias com grandes empresas, como operadoras de telecomunicações, academias e outras plataformas de distribuição, contribuindo para tornar a leitura uma das principais atividades de lazer e entretenimento, ao lado do streaming e das redes sociais. “A leitura deixa de ser uma compra pontual e passa a ser um hábito recorrente dentro do ecossistema digital do usuário”, conclui Meinberg.
Por Ana Mendonça
