Foto: Lyon Santos/ MDS
Brasil Sem Fome vai atuar nos 500 municípios com mais famílias em risco de insegurança alimentar MS Ministério do Desenvolvimento Social 15:49 Brasil Sem Fome vai atuar nos 500 municípios com mais famílias em risco de insegurança alimentar Para ocandeeiro@terra.com.br Responder a natalia.carvalho@fsbcomunicacao.com.br Brasil Sem Fome vai atuar nos 500 municípios com mais famílias em risco de insegurança alimentar
Após
retirar o país do Mapa da Fome da ONU em 2025, o Governo do Brasil
avança na estratégia de alcançar a população que ainda está em situação
de insegurança alimentar grave. O Protocolo Brasil Sem Fome
visa fortalecer a integração entre o os sistemas públicos para
identificar, atender e acompanhar quem ainda não tem acesso regular à
alimentação assegurado.
A ideia é aprimorar
a articulação entre o Sistema Único de Saúde (SUS), o Sistema Único de
Assistência Social (SUAS) e o Sistema Nacional de Segurança Alimentar e
Nutricional (Sisan). A iniciativa, que faz parte do Plano Brasil Sem
Fome, busca criar fluxos integrados de atendimento a pessoas em risco de
insegurança alimentar nos territórios.
Os municípios que
aderirem à iniciativa contarão com o apoio do Ministério do
Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS),
por meio da Secretaria Extraordinária de Combate à Pobreza e à Fome
(SECF), conforme detalhado na Portaria nº 1.148, publicada no Diário Oficial da União.
A prioridade são os
500 municípios com maior número absoluto de famílias em risco de
insegurança alimentar grave, conforme o Indicador de Risco de
Insegurança Alimentar Grave (CadInsan), listados na portaria. Ainda
assim, todos os municípios brasileiros poderão adotar o Protocolo e
participar das atividades de formação autoinstrucional disponibilizadas
pelo Governo do Brasil.
“A proposta busca
qualificar a resposta do poder público local às situações de insegurança
alimentar e nutricional, especialmente em sua forma grave, por meio da
coordenação intersetorial e do uso integrado de políticas, programas e
serviços já existentes”, detalhou a secretária extraordinária de Combate
à Pobreza e à Fome do MDS, Valéria Burity.
Mapa das ações
Entre as principais
vantagens para os municípios que aderirem ao Protocolo está o apoio
técnico do Governo do Brasil e das Câmaras Intersetoriais de Segurança
Alimentar e Nutricional (Caisans) estaduais para a implementação da
estratégia.
O apoio inclui a
construção da Cartografia de Respostas Locais às situações de
insegurança alimentar, instrumento que mapeia ações e programas
federais, estaduais e municipais disponíveis no território, bem como as
estratégias de priorização do público identificado.
Também está
prevista a elaboração de um Fluxo Integrado de Atendimento Prioritário. O
fluxo já está em prática e se inicia com a aplicação da Triagem para o Risco de Insegurança Alimentar (Tria),
no âmbito da Atenção Primária à Saúde no SUS, que permite determinar se
uma família se encontra ou não em situação de risco de insegurança
alimentar.
A identificação
destas pessoas também as coloca como público prioritário do Programa
Bolsa Família, conforme a Portaria do MDS nº 1.097 de julho de 2025.
“A implementação do
Protocolo Brasil Sem Fome fortalece a atuação integrada das políticas
públicas nos territórios, ao qualificar a identificação das famílias em
situação de insegurança alimentar grave e aprimorar os fluxos de
encaminhamento e acompanhamento entre o SUS, o SUAS e o Sisan. É uma
estratégia relevante para avançarmos no enfrentamento à fome no Brasil”,
analisou Valéria Burity.
O profissional da
saúde registra a resposta da Tria no sistema eletrônico do SUS (e-SUS), e
este registro é migrado para base de dados do Cadastro Único. “Uma vez
identificado o risco de insegurança alimentar, a pessoa recebe um campo
de marcação no CadÚnico, o que qualifica a informação e permite que a
gestão de programas sociais crie ou aprimore estratégias de atenção
prioritária para atender e acompanhar essas pessoas”, completou Burity.
Projeto-piloto
O Protocolo Brasil
Sem Fome já vem sendo testado por meio de um projeto-piloto implementado
em parceria com o Instituto Federal do Maranhão e a Caisan do Estado do
Pará, nos municípios de Santa Cruz do Arari, Cachoeira do Arari,
Salvaterra e Ponta de Pedras. As cidades pertencem à Ilha do Marajó.
“A experiência tem
contribuído para a identificação de desafios e potencialidades da
implementação da estratégia, além de reforçar a articulação entre SUS,
SUAS e Sisan nos territórios”, avaliou a secretária do MDS.
O Protocolo é
resultado do acúmulo de debates e articulações entre o Governo do
Brasil, estados e municípios, envolvendo especialmente o MDS e a
Secretaria de Atenção Básica à Saúde do Ministério da Saúde, com a
participação ativa das Caisans Estaduais.
Adesão
A formalização da
participação é voluntária e envolve a manifestação de interesse dos
estados e municípios, mediante assinatura de Termos de Aceite e, quando
necessário, adesão ou compromisso de adesão ao Sistema Nacional de
Segurança Alimentar e Nutricional (Sisan). O apoio técnico terá duração
inicial de 12 meses e será coordenado pela Secretaria Executiva da
Caisan Nacional.
Fonte: Ascom/MDS
