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ARTIGO - A escrita como memória - Por Daisy Gouveia
A importância do manuscrito para a nossa memória é algo que pouco de fala. O que resta quando as páginas se fecham? A escrita como memória pode ser tanto educativa, quando exercita o cérebro trazendo maior foco e atenção, como emocional, quando relembra fatos que não podem e não podem ser esquecidos. O manuscrito que não pode ser perdido. Nossa letra tem sentimento, ela se transforma de acordo com nossas emoções. Se estamos ansiosos e indignados nossa letra carrega a urgência, denunciada pela aceleração. Se escrevemos uma carta de amor, a letra transparece a harmonia, a beleza e o desenho que reconhece a calma. Assinar um texto escrito à mão é assinar com a alma. O digital não traz marcas do momento, ele apenas tem ritmo e batidas mais fortes e mais fracas que não podem ser percebidas. A escrita mais intimista, desenhada pela caligrafia não é apenas registro, e memória, é ponto de partida de organizar ideias, é o tempo e o exercício que o cérebro precisa para coordenar conteúdo, motricidade, memória e atenção. Considere ter um caderno de leituras para não perder suas leituras. Não deixe que ao finalizar um romance numa conversa posterior tenha esquecido o nome da protagonista ou o final da trama. ESCREVA! Considere também ter um diário para o organizar o caos do nosso cotidiano e poder relembrar situações das quais você saiu bem! Escreva sem críticas e sem precisar ousar em publicá-las , mas para seu crescimento pessoal. Fica a dica! Daisy Gouveia é apresentadora, escritora, influenciadora digital e criadora do Clube de Leitura da Daisy. Com 66 anos, usa as redes sociais para incentivar as pessoas, principalmente as mulheres, a adotarem o hábito da leitura. Com 35 anos de experiência na área da moda, escreveu o livro 'Costurando Minha História' onde conta sua trajetória e fala sobre sua reinvenção profissional, estimulando as pessoas que também querem mudar. |
