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O 9º Festival Internacional de Teatro da Caatinga encerra programação neste sábado (15), em Irecê
Irecê vive os últimos dias do 9º Festival Internacional de Teatro da Caatinga (FIT Caatinga), um dos encontros mais relevantes das artes cênicas do país. Iniciado em 6 de agosto, o evento chega à reta final com encerramento neste sábado (15). Ao longo de dez dias, Irecê, Ibititá e João Dourado receberam mais de 30 atividades, entre espetáculos, oficinas formativas, rodas de conversa e intercâmbios entre artistas, com programação gratuita para o público.
A edição deste ano ganha um significado especial por integrar as comemorações dos 100 anos de Irecê, aproximando a celebração do centenário da valorização das artes, da memória e da identidade cultural do município.
O festival reuniu grupos e artistas da Bahia, de São Paulo e de países como França, Itália, Colômbia e Nigéria, promovendo um intercâmbio entre diferentes linguagens e formas de fazer teatro e dança. Entre os destaques da programação esteve “Nasci pra Ser Dercy”, protagonizado por Grace Gianoukas, que levou ao palco a trajetória de Dercy Gonçalves e reuniu o público no Teatro Ataídes Ribeiro.
A abertura, em Irecê, foi marcada por “Memória Ancestral”, de Edson Machado, seguida de “Madágugu”, da Odun Cia de Dança e da Escola de Dança da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb). Ao longo dos dias seguintes, diferentes espetáculos, performances e atividades formativas ocuparam os espaços do festival e aproximaram artistas e público.
Iniciado em 2012 como iniciativa regional, o FIT Caatinga tornou-se internacional em 2015 e, desde 2023, é reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial de Irecê, conforme a Lei Municipal nº 1.313/2023. A realização é da Associação Centro Internacional Avatar de Artes (CIACEN).
O projeto foi contemplado nos Editais da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura na Bahia, realizados com recursos do Governo Federal, repassados pelo Ministério da Cultura, e executados pelo Governo do Estado da Bahia, por meio da Secretaria de Cultura do Estado.
Por Pedro Castro
