Crédito: Divulgação / Grupo Civil
Conexão com a natureza estimula novos projetos imobiliários em Salvador
A natureza integrada ao cotidiano vem redefinindo o conceito de viver nos grandes centros urbanos. Hoje, mais do que localização, características do imóvel e preços, as pessoas estão atentas aos impactos gerados no meio ambiente e as formas de integração à cidade. De acordo com pesquisa Datafolha encomendada pelo Instituto Cidades Sustentáveis, 88% dos brasileiros acreditam que parques, bosques e outros espaços arborizados são indispensáveis para a qualidade de vida no contexto urbano.
Com as sérias consequências do aquecimento global, a começar pela amplificação das ondas de calor, especialistas destacam que o interesse em residir cercado por áreas verdes passou a representar as reivindicações das novas gerações, que enxergam a moradia como a concretização de valores ligados à saúde, bem-estar e consciência ambiental.
Essa visão resulta dos reconhecidos benefícios trazidos pela proximidade com a natureza. A ciência reforça tanto influências na sensação de relaxamento, qualidade do sono e recuperação de doenças, quanto no combate de sintomas atrelados ao estresse, ansiedade e depressão. Um estudo publicado no jornal Environmental International ainda revela que morar perto de áreas verdes antes e durante a gestação, assim como na primeira infância da criança, pode favorecer o seu desenvolvimento cognitivo e estimular um efeito protetor contra certos transtornos, a exemplo de TEA (Transtorno do Espectro Autista) e TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade).
Sustentabilidade como atributo
Uma questão presente entre os mais novos é o receio diante das mudanças climáticas. O recente levantamento do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), feito em parceria com a consultoria Capgemini, mostra que 75% dos jovens no Brasil estão preocupados com os impactos do problema em seu futuro. No mercado imobiliário, isso se traduz na preferência por empreendimentos que colocam a sustentabilidade na posição de centralidade, movimento que consolida a valorização de projetos capazes de unir cenário urbano e ecossistemas naturais.
Em Salvador, a resposta a essa demanda aparece em projetos como o Cedro Horto, empreendimento do Grupo Civil em parceria com a Gran. Com concepção sustentável, o residencial investe em soluções que levam a economia no consumo de energia e água, a exemplo de placas solares, sensores de presença, iluminação em LED e reuso da água da chuva. A analista comercial da incorporadora, Jéssica Araújo, ressalta que esse tipo de empreendimento acompanha um público que prioriza cada vez mais a funcionalidade e a responsabilidade ambiental.
“Os desafios climáticos e urbanos exigem que sustentabilidade, aproveitamento inteligente de recursos e reconexão com o meio ambiente sejam eixos estruturantes dos empreendimentos. Quando conseguimos integrar esses elementos, entregamos um projeto com valor concreto para os compradores e que ainda consegue contribuir positivamente para o entorno onde está inserido”, afirma.
Segundo Jéssica, a receptividade da proposta é vista no desempenho comercial do Cedro, já que quase 100% das unidades já foram comercializadas, restando apenas algumas disponíveis.
Convivência e bem-estar coletivo
Pensar em projetos imobiliários para melhorar não somente a experiência dos futuros moradores, mas também de toda a comunidade ao redor faz parte da chamada gentileza urbana. De uma rua aos bairros das grandes cidades, essa ideia de conexão com o ambiente à volta é aplicada em soluções funcionais como o alargamento de calçadas, construção de marquises que servem de proteção da chuva e do sol, fachadas ativas para o acesso direto e aberto à população, uso de tapumes de obra que interagem com os pedestres e intervenções artísticas direcionadas à valorização do patrimônio cultural.
Um exemplo desse conceito na capital baiana começa pela preservação de uma árvore centenária encontrada no terreno onde o Cedro Horto foi implantado. Para manter a relevância da espécie dentro da paisagem urbana, houve uma adaptação no projeto do empreendimento, com a criação de um recuo que possibilitou a permanência da árvore e o alargamento do passeio público, qualificando a experiência na região.
Essa proposta também dialoga com o conceito de walkability (ou caminhabilidade em tradução para o português), que mede a facilidade, a segurança e o conforto para realizar deslocamentos a pé. Em um bairro com boa walkability, é possível acessar mercados, farmácias, serviços e áreas de lazer sem depender do carro, favorecendo uma rotina mais prática e saudável. No Horto Florestal, esse cenário vem sendo fortalecido pelo Horto Boulevard, iniciativa liderada por empresários da região que promove a requalificação urbana do bairro, com novas praças, arborização, mobiliários urbanos e melhorias para pedestres e ciclistas.
Gabriel Maia, Coordenador Comercial do Grupo Civil, pontua que apostar em alternativas como essa reflete uma importante transformação no mercado: o foco na promoção da convivência, da acessibilidade e da relação com o entorno, aprimorando espaços que podem servir melhor às pessoas. “Há uma necessidade de criar projetos que dialoguem com essa nova maneira de viver a cidade. Por isso, entendemos que um empreendimento também pode beneficiar quem circula ao seu redor, garantindo conforto, segurança e bem-estar coletivo, além do cuidado com o espaço público”, finaliza.
Por Iana Nunes
