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Projeto Baleia Jubarte Comemora 25 anos em Praia do Forte
Praia do Forte.
O nome já lembra um local protegido pela natureza.
Uma das praias mais lindas do Brasil que atrai milhares de turistas todos os anos.
E todos os anos os turistas têm sempre um bom motivo para visitar a Praia do Forte além
das belezas naturais.
Na Praia do Forte está uma das bases mais importantes do Projeto Baleia Jubarte, uma
iniciativa de conservação brasileira criada em 1988 para proteger a espécie e monitorar sua
população em águas nacionais.
O Projeto Baleia Jubarte, realizado pelo Instituto Baleia Jubarte em parceria com a
Petrobras desde 1996, conta com cinco bases físicas: Praia do Forte, Caravelas e Itacaré,
na Bahia, em Vitória, no Espírito Santo e em Ilhabela, São Paulo.
A Base de Praia do Forte foi instalada em 2001.
São 25 anos de monitoramento, pesquisa, conservação e acompanhamento de turismo de
avistagem de baleias responsável.
O vice-presidente do Projeto Baleias Jubarte, Enrico Marcovaldi, explica que no final da
década de 1990, com os primeiros relatos de ocorrência de baleias-jubarte no Litoral Norte,
a direção do Projeto recebeu um convite do empresário Klaus Peter, que era proprietário
de boa parte de áreas na região e um visionário, de instalar uma base na Praia do Forte
para que fizesse parte do projeto de ecoturismo que ele queria desenvolver na região.
Foi Klaus Peter que cedeu o terreno onde o Projeto Baleia Jubarte instalou o Espaço de
Visitantes.
“Nossa primeira expedição foi feita em 11 de agosto de 2000, quando fizemos o
levantamento da real ocorrência de baleias e identificamos, naquela expedição, 14 baleias jubarte, o que acabou sendo definitivo para que instalássemos uma base aqui na Praia do
Forte”, explica Enrico.
Para Enrico Marcovaldi, o Espaço Baleia Jubarte e todo o seu complexo, como o esqueleto
de uma jubarte, os painéis demonstrativos, a baleia inflável, o anfiteatro e a lojinha, são de
extrema importância para o Projeto Baleia Jubarte. “Primeiro é de informação, educação e
sensibilização ambiental para o público visitante e a comunidade local. Aqui conseguimos mostrar todo o trabalho de pesquisa e monitoramento que temos feito ao longo de todos os
anos do Projeto Baleia Jubarte. Também é um gerador de emprego e renda para ajudar a
cobrir toda a nossa sustentabilidade como órgão de pesquisa e proteção das baleias”.
A Base do Projeto Baleia Jubarte na Praia do Forte também tem uma forte preocupação
social. Jovens das comunidades do entorno da região, que atendem no Espaço, todos com
idade entre os 15 e os 17 anos, cursando o ensino médio, passam pelo Programa de Jovens
Monitores, onde são capacitados e treinados para o atendimento ao público visitante. O
Programa tem 10 anos e já capacitou mais de 70 jovens, alguns absorvidos pelo Projeto
Baleia Jubarte como Amanda Macedo, gerente da loja do Projeto Baleia Jubarte e Miguel
Falcão, um dos responsáveis pelo bom funcionamento do Espaço Baleia Jubarte. Outros
jovens que participaram do Programa foram absorvidos por outros projetos ambientais
como o Projeto Tamar, Reserva Sapiranga e pelo Hotel Tívoli.
O Coordenador de Pesquisa do Projeto, Sérgio Cipolotti, o ano de 2026, além de ser um
ano comemorativo dos 25 anos do Projeto na Praia do Forte, “será um ano de incremento
na pesquisa. Vamos fazer o monitoramento do litoral que vai da região de Boipeba, Morro
de São Paulo até a divisa com Sergipe, passando por Salvador e Praia do Forte. Queremos
fazer uma amostragem da ocorrência dos nichos que as baleias ocupam e entender mais
a frequência desses animais. Com a fotoidentificação, a gente consegue monitorar
fidelidade, movimento, marcas individuais e a migração de alguns indivíduos para outras populações”.
Para fazer esse monitoramento tão detalhado, o Projeto Baleias Jubarte usa a
fotoidentificação. Já são mais de dez mil fotografias das caudas de baleias. Cada uma é
diferente da outra e essa diferença é como uma impressão digital da espécie.
A importância da Praia do Forte para a conservação das baleias se dá também pelo turismo
de observação. O Projeto Baleias Jubarte tem parcerias com as empresas Portomar (71 -
3676-0101 | 9 9926-6111) e Base Náutica (71 - 9 8729-0900 / 2010).
Em 2025 quase cinco mil pessoas embarcaram em lanchas ou barcos dessas duas
empresas para a inesquecível experiência de avistar as baleias em alto mar. Isso sem
contar as embarcações particulares que também saem para avistagem de baleias.
A vantagem de embarcar com as empresas parceiras é que elas saem sempre com técnicos
do Projeto Baleias Jubarte que, além de prestarem todas as informações, também fazem o
trabalho de pesquisa durante essas saídas, o que torna a experiência de avistagem ainda
mais completa.
Para Sérgio Cipolotti, além de todo o trabalho de pesquisa, o Projeto Baleia Jubarte ajuda
no desenvolvimento socioeconômico e no fomento ao turismo de observação responsável
que envolve as operadoras de turismo, hotéis e restaurantes criando emprego e renda para
a região.
O Vice-Presidente do Projeto Baleia Jubarte, Enrico Marcovaldi define a Base de Praia do
Forte com o Centro de Visitantes, como “o lar das baleias jubarte em terra". É o lar terrestre
das baleias-jubarte. Tudo o que a gente vê no mar, está replicado aqui. Mas claro que a
experiência de ver uma baleia no mar é uma experiência que não se explica. É preciso que
se viva essa experiência. É inesquecível. “
Sobre o Projeto Baleia Jubarte
Atuando há mais de 35 anos na pesquisa e conservação das baleias-jubarte e do
ambiente marinho no Brasil, o Projeto Baleia Jubarte é realizado pelo Instituto Baleia
Jubarte em parceria com a Petrobras por meio do Programa Petrobras Socioambiental,
integra a Rede BIOMAR juntamente com outros projetos patrocinados pela empresa
(Projeto Albatroz, Coral Vivo, Golfinho Rotador e Meros do Brasil), que atuam de forma
integrada na conservação da biodiversidade marinha do Brasil. O Projeto Baleia Jubarte
tem suas sedes na Praia do Forte e em Caravelas, Bahia, em Vitória, no Espírito Santo, e
em Ilhabela, São Paulo. Por meio deste projeto são realizadas ações de pesquisa
científica, turismo responsável, ações de educação ambiental, bem como atividades de
conservação que tem contribuído para o sucesso da recuperação da população de
jubartes do atlântico sul ocidental.Por Giácomo Mancini
