Rede acolhe educadores vítimas de censura e perseguição
Fonte: Ascom/MEC*
Profissionais de educação que sofreram violência relacionada ao
exercício da profissão podem contar com o serviço de acolhimento,
orientação e informação oferecido pelo Observatório Nacional da
Violência contra
Estudantes (ONVE), em parceria com o Ministério da Educação (MEC). A
iniciativa é realizada por meio de um projeto de extensão universitária
coordenado por uma ação interinstitucional sediada na Universidade
Federal Fluminense
(UFF).
O acesso ao serviço é feito por meio de
formulário disponível na página oficial do Observatório. Após o envio,
as solicitações são organizadas em uma fila de atendimento e
encaminhadas às equipes responsáveis, de acordo com a disponibilidade
dos estudantes envolvidos nas atividades de extensão das universidades.
Por esse motivo, o atendimento não ocorre de forma imediata.
A iniciativa integra o Eixo
Proteção e Defesa dos Profissionais da Educação da Política Nacional de
Educação em Direitos Humanos nas Instituições de Ensino (EducaDH) e reúne universidades públicas federais para oferecer suporte multidimensional a educadores em
situações de violência profissional, articulando conhecimentos das áreas pedagógica, jurídica e de saúde mental.
Rede de acolhimento
A
rede é formada por Observatórios Regionais da Violência contra
Educadores (ORVEs) sediados em universidades federais das cinco regiões
do país:
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Cada observatório conta com três núcleos interdisciplinares:
Núcleo Político-Pedagógico: realiza a primeira conversa com a pessoa que busca acolhimento e faz a análise inicial do caso.
Núcleo de Saúde Mental: atua na dimensão psicológica do sofrimento decorrente da situação de violência.
Núcleo Jurídico: oferece orientação e informações sobre os aspectos legais relacionados ao caso.
Situações atendidas – O serviço é destinado a situações de violência relacionadas ao exercício profissional, como:
- desrespeito à autonomia docente no exercício do trabalho;
- exposição indevida de voz ou imagem acompanhada de acusações contra educadoras e educadores;
- disputas em torno de conteúdos escolares que tenham como objetivo censurar conhecimentos;
- censura a aulas ou trabalhos que abordem questões de gênero, raça, desigualdades sociais, combate a negacionismos científicos e outros temas socialmente vivos;
- ataques a educadoras e educadores em razão da participação em pesquisas ou debates públicos;
- situações de perseguição e censura por diferentes métodos.
O
serviço não contempla questões salariais, aposentadoria, concursos
públicos, violência física sem relação com o exercício profissional ou
outras situações que não tenham como elemento central a violência contra
o educador em razão de sua
profissão. Nesses casos, a orientação é procurar o sindicato da
categoria ou os órgãos competentes para registro e encaminhamento da
ocorrência.
Para mais informações, basta enviar e-mail para os canais oficiais:
ONVE: onvecontato@proton.me
UFF: onve.ese@id.uff.br
