Milene Domingues, embaixadora da campanha, e Carolina Argolo, diretora da SBM / Foto: Divulgação
Outubro Rosa: futebol entra em campo para reforçar a importância da atividade física na prevenção do câncer de mama
Neste Outubro Rosa, o futebol entra em campo por uma causa que vai além das quatro linhas: a prevenção do câncer de mama. Em parceria com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), a campanha da Sociedade Brasileira de Mastologia terá como tema “A vida nos une. O cuidado nos move”. O mote reforça a importância dos cuidados com a saúde e abre espaço para uma mensagem que nem sempre recebe a mesma atenção que o diagnóstico precoce: a prática regular de atividade física também pode contribuir para reduzir o risco de desenvolver a doença.
“Existe uma relação bem estabelecida entre a prática regular de atividade física e a redução do risco de alguns tipos de câncer, incluindo o câncer de mama. O exercício contribui para o controle do peso corporal e está associado a mecanismos metabólicos e hormonais que podem influenciar o desenvolvimento da doença. Por isso, manter-se ativa é uma atitude de cuidado com a saúde que deve fazer parte da rotina”, afirma a mastologista Carolina Argolo, diretora nacional da Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) e coordenadora de Mastologia do Hospital Mater Dei em Salvador.
Nos estádios da primeira rodada do Brasileirão, em outubro, o slogan da campanha vai ganhar destaque em vídeos institucionais produzidos pela SBM. Nos telões, as mensagens vão associar prevenção, saúde e prática esportiva. Selecionadas pela entidade médica, 220 mulheres que venceram o câncer de mama entrarão em campo. Também simbólica é a bola rosa que vai rolar no gramado durante as partidas. E Milene Domingues, ex-jogadora da Seleção Brasileira e recordista mundial de embaixadinhas, será a embaixadora da campanha da SBM.
Vale destacar que a doença é multifatorial e também envolve riscos que não podem ser modificados, como idade, histórico familiar e características genéticas. Por isso, hábitos saudáveis devem estar associados ao acompanhamento médico. “O diagnóstico precoce continua sendo fundamental. Alterações como nódulo persistente, mudança no formato ou na pele da mama, retração do mamilo ou saída espontânea de secreção devem ser avaliadas por um profissional de saúde. A mamografia permanece uma importante ferramenta para a detecção da doença em fases iniciais”, destaca a especialista.
Por Andréa Carvalho
