Foto: Nane Sampaio - SDR/CAR
Encontros territoriais apresentam nova etapa do Projeto Parceiros da Mata no Baixo Sul
Representantes de comunidades rurais, lideranças indígenas e
quilombolas, organizações da agricultura familiar e equipes de
Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER) participaram, nesta
quinta-feira (24) e sexta-feira (25), de encontros territoriais do
Projeto
Parceiros da Mata, realizados nos municípios de Valença e Camamu, no
Território de Identidade do Baixo Sul.
O Projeto Parceiros da Mata é uma iniciativa do Governo do Estado da
Bahia, executada pela Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional
(CAR), com cofinanciamento do Fundo Internacional de Desenvolvimento
Agrícola (FIDA) e do Banco Interamericano de Desenvolvimento
(BID), e reúne ações voltadas ao desenvolvimento rural e ao apoio às
comunidades e famílias agricultoras. Nesta nova etapa, estão previstos
serviços de Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER) nos territórios
participantes.
As reuniões tiveram como objetivo apresentar informações sobre a próxima
etapa do projeto e dialogar com as famílias agricultoras sobre a
organização das atividades e dos serviços de ATER, previstos para
começar a partir de outubro.
Em Camamu, nesta sexta-feira (25), o encontro reuniu representantes de
20 comunidades do município e de Igrapiúna, além de lideranças indígenas
e quilombolas e equipes de ATER. Durante a atividade, foram
apresentadas informações sobre as ações previstas e discutidas
as características, demandas e prioridades das comunidades para a
organização das atividades.
Em Valença, na quinta-feira (24), participaram representantes das 16
comunidades beneficiadas pelo projeto, além da Cooperativa Feminina da
Agricultura Familiar e Economia Solidária de Valença (COOMAFES) e das
equipes responsáveis pela execução dos serviços
de ATER. O encontro foi dedicado à apresentação da nova etapa e ao
diálogo sobre as estratégias de acompanhamento das atividades junto às
comunidades.
Para o diretor-presidente da CAR, Jeandro Ribeiro, a nova etapa está
voltada à organização das ações de Assistência Técnica e Extensão Rural
(ATER) a partir das características identificadas em cada comunidade.
“Nesta etapa, o trabalho está concentrado na articulação
das ações de ATER com as demandas apresentadas pelas famílias
agricultoras e com as características produtivas de cada território. O
objetivo é organizar o acompanhamento técnico e o planejamento das
atividades de forma integrada às realidades locais”, explicou.
Para Cosmira Evangelista, da Comunidade Quilombola Candimba e Rio
Vermelho, em Valença, a participação das famílias contribui para a
definição das ações. “É um sonho para as comunidades e uma iniciativa
que faz a diferença. Estamos sendo ouvidos e, a partir
dessa escuta, podemos escolher um projeto que atende às nossas
necessidades. Depois de tanto tempo nos sentindo excluídos, hoje nos
sentimos valorizados e parte dessa transformação”.
A coordenadora executiva do Projeto Parceiros da Mata, Cida Oliva,
explicou que os encontros territoriais fazem parte do processo de
preparação para o início dos serviços de ATER. “Esse momento é
importante para alinhar com as comunidades as etapas de execução
do projeto, apresentar a dinâmica dos serviços e identificar as
especificidades de cada território. As informações levantadas durante os
encontros serão utilizadas pelas equipes técnicas na organização do
trabalho e no acompanhamento das famílias ao longo
da execução das atividades”.
Os encontros integram a agenda territorial do Projeto Parceiros da Mata e
fazem parte da preparação para o início dos serviços de ATER junto às
comunidades participantes de Camamu, Igrapiúna e Valença.
Por Silvia Costa
