Foto: Divulgação/Arquivo O Candeeiro
Lucas Freire leva debate sobre exaustão ao último dia da Bienal do Livro, neste domingo (13)
O psicólogo, professor, escritor e palestrante baiano Lucas Freire participa de duas atividades da programação da 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo 2026, neste domingo, 13 de setembro. Autor de “Exaustos: Imaginando saídas para o cansaço diário”, publicado pela Buzz Editora, ele levará ao evento reflexões sobre a cultura da performance, o esgotamento cotidiano e os caminhos para construir uma relação mais saudável e leve com a vida.
A primeira participação acontece às 10h, no Salão de Ideias, durante a mesa “Cultura da performance: só a expressão já nos deixa exaustos”. Ao lado de outros convidados, Freire discutirá como a pressão constante por produtividade, disponibilidade e desempenho tem transformado diferentes dimensões da vida em espaços de cobrança e comparação.
Mais tarde, às 17h, o autor apresenta a palestra “Exaustos: por que estamos tão esgotados?”, no Espaço Saúde e Bem-estar. A atividade amplia os debates presentes em seu livro e convida o público a refletir sobre as causas e consequências de uma rotina marcada pelo excesso de estímulos, pela aceleração e pela dificuldade de estabelecer pausas.
Em “Exaustos”, Lucas Freire identifica a chamada “neuroprisão”, conceito utilizado para explicar como a mente é submetida diariamente a estímulos incessantes. Dependência digital, scrolling, FOMO — o medo de ficar de fora —, excesso de exposição às telas e cultura da performance estão entre os comportamentos analisados pelo autor para compreender por que o cansaço deixou de ser apenas uma consequência de dias intensos e passou a ocupar um espaço permanente na vida de muitas pessoas.
Como contraponto a esse cenário, Freire apresenta o conceito de Playfulness, ou “espírito lúdico”. A proposta vai além da ideia de brincar e está relacionada à curiosidade, à espontaneidade, à criatividade e à capacidade de se envolver de maneira mais livre com as experiências cotidianas. Pioneiro no estudo da Ciência do Play, ou Ciência do Brincar, no Brasil, o autor defende o resgate dessas características como um caminho para desenvolver resiliência, estimular a neuroplasticidade e enfrentar desafios com mais leveza.
Com mais de 20 anos de atuação na área de saúde mental, Lucas Freire chega à Bienal para ampliar uma discussão cada vez mais presente entre brasileiros de diferentes gerações: como lidar com o esgotamento em uma sociedade que frequentemente transforma produtividade e performance em medidas de valor pessoal.
LUCAS FREIRE - 28ª BIENAL INTERNACIONAL DO LIVRO DE SP
13 de setembro, às 10h – Salão de Ideias – Mesa “Cultura da performance: só a expressão já nos deixa exaustos”
13 de setembro, às 17h – Espaço Saúde e Bem-estar – Palestra “Exaustos: por que estamos tão esgotados?”
SOBRE O AUTOR
Lucas Freire é psicólogo, professor, empreendedor, escritor e palestrante. Especialista na criação de treinamentos e programas com experiências voltados para o desenvolvimento comportamental, criatividade, resiliência e liderança. Em 20 anos de carreira, realizou mais de 2 mil eventos, impactando mais de 100 mil pessoas.
Pioneiro e referência no Brasil na Ciência do Playfulness, estuda a atitude mental de curiosidade, abertura e engajamento criativo com o mundo ao redor. É o primeiro brasileiro reconhecido pelo National Institute for Play (NIFPlay), instituto estadunidense referência mundial em saúde mental nos estudos da Ciência do Brincar (ou Ciência do Play), um dos pilares centrais da Psicologia do Desenvolvimento e da Psicologia Positiva.
Por Douglas Ramalho
