Dados da Pnad Contínua, divulgados pelo IBGE, mostram que no trimestre encerrado em março, a taxa de informalidade foi de 37,3% da população ocupada, o equivalente a 38,1 milhões de trabalhadores informais. Foto: Getty Images
Brasil registra em março a menor taxa de desocupação da história para o primeiro trimestre
O Brasil apresentou, no trimestre encerrado em março, uma taxa de desocupação de 6,1%, o menor índice para o período de toda a série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, iniciada em 2012. O dado foi divulgado nesta quinta-feira (30/4), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Em
relação ao trimestre encerrado em março de 2025 houve uma redução de 0,9
ponto percentual, ocasião em que a taxa de desocupação foi de 7%. É
importante ressaltar que em toda a série histórica da Pnad Contínua os
7% do primeiro trimestre de 2025 já representavam, na ocasião, a menor
taxa da série histórica.
Além do
menor índice de desocupação para um primeiro trimestre da série
histórica, a massa de rendimento médio real, ou seja, a soma das
remunerações dos trabalhadores do país, bateu novo recorde para o
período e chegou a R$ 374,8 bilhões, com estabilidade no trimestre e
alta de 7,1% (ou mais R$ 24,8 bilhões) no ano.
Outro
destaque é que o rendimento médio real habitual dos trabalhadores
chegou a novo valor recorde: R$ 3.722. O rendimento médio cresceu nas
duas comparações, ficando em 1,6% no trimestre e 5,5% no ano, já
descontada a inflação nos dois períodos. Frente ao trimestre móvel
anterior, houve aumento no rendimento médio de dois grupamentos de
atividade estudados pela PNAD Contínua: Comércio (3,0%, ou mais R$ 86) e
Administração Pública (2,5%, ou mais R$ 127).
INFORMALIDADE RECUA
No trimestre encerrado em março, a taxa de informalidade foi de 37,3%
da população ocupada, o equivalente a 38,1 milhões de trabalhadores
informais. Esse indicador ficou abaixo dos 37,6% (ou 38,7 milhões de
informais) registrados no trimestre móvel anterior, bem como dos 38% (ou
38,2 milhões de ocupações informais) do trimestre encerrado em março de
2025.
CARTEIRA ASSINADA
O número de empregados com carteira assinada no setor privado
(excluindo-se os trabalhadores domésticos) aumentou em 1,3%, com 504 mil
pessoas a mais com carteiras assinadas no ano, e o país chegou, no
total, a 39,2 milhões de trabalhadores formais em 2025. Já o número de
empregados sem carteira no setor privado recuou 2,1% (menos 285 mil
pessoas) no trimestre, chegando a 13,3 milhões. Na comparação anual,
esse indicador não teve variação estatisticamente significativa.
CONTA PRÓPRIA
O número de trabalhadores por conta própria ficou estável no
trimestre, mantendo-se nos 26 milhões. Na comparação anual, houve alta
de 2,4%, ou 607 mil pessoas a mais trabalhando por conta própria.
GRUPAMENTOS
Dois grupamentos mostraram aumentos no contingente de ocupados frente
ao mesmo trimestre do ano passado: Informação, Comunicação e Atividades
Financeiras, Imobiliárias, Profissionais e Administrativas (3,2%, ou
mais 406 mil pessoas) e Administração pública (4,8%, ou mais 860 mil
pessoas). Nessa comparação anual, somente houve redução no grupamento de
Serviços Domésticos (3,6%, ou menos 202 mil pessoas).
Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República
