Foto: Divulgação UniFG-BA
Estudantes baianos cruzam fronteiras e levam saúde ao Vale do Jequitinhonha
Estudantes baianos de Medicina vêm se
destacando em ações de impacto social ao participarem de mais uma missão
humanitária promovida pela Inspirali, ecossistema que atua na gestão de
15 escolas médicas em diversas regiões do Brasil. A 4ª edição da Missão
Jequitinhonha percorreu os municípios de Chapada do Norte e José
Gonçalves de Minas, ofertando serviços de saúde para cerca de 900
moradores do Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais.
Alunos da Faculdade Ages, da Universidade Salvador (UNIFACS) e do Centro Universitário UniFG-BA integraram a iniciativa, ao lado de acadêmicos de diversos estados do país, de outras instituições da Inspirali, como Faseh, Anhembi Morumbi, São Judas, UniBH, UniSul e UnP, com a participação de cinco professores e um egresso, levando atendimento médico humanizado a comunidades de regiões isoladas.
“Participar de uma missão da
Inspirali sempre foi um sonho acadêmico para mim. A experiência foi
única: por onde passávamos, éramos recebidos com carinho, e era visível a
expectativa da população pela nossa chegada. Vivenciar tudo isso, ouvir
cada história e conversar com cada paciente fortaleceu ainda mais a
certeza da minha escolha pela Medicina”, declarou Roberta Campostrini
Gomes, estudante de Medicina da Ages, em Jacobina.
Os atendimentos na Missão Jequitinhonha são realizados em parceria com o SUS, nas comunidades, em unidades básicas de saúde (UBS) e escolas, sempre em grupos formados por alunos e professores. Durante a expedição, a população local contou com consultas em Pediatria, Medicina da Família e Comunidade, Medicina Intervencionista da Dor e Cirurgia.
Aprendizagem em campo
De acordo com Fabiana Spricigo, gerente da Travessia Humanitária da Inspirali, expedições como essa proporcionam aos alunos aprendizados relevantes, que vão desde a compreensão das desigualdades de acesso à saúde até o fortalecimento do cuidado humanizado. “Os alunos aprendem a desenvolver a prática clínica com recursos limitados, a valorizar a anamnese e o exame físico, além de aprimorar o trabalho interprofissional e a atuação colaborativa em equipe”, explica.
Para a estudante de Medicina da
UniFG de Brumado, Mariana Freire, a participação na missão foi uma
experiência de aprendizado profundo, marcada pelo desenvolvimento de
competências. “Pude aprimorar minhas habilidades clínicas, comunicação e
empatia. Essa experiência contribuiu significativamente para meu
crescimento pessoal e profissional, me preparando para uma atuação mais
ética e comprometida”, destacou.
Nas três primeiras edições, a
Missão Jequitinhonha atendeu cerca de 4 mil pacientes, sendo 812
crianças e 661 idosos. As mulheres representaram 59% dos atendimentos, e
as principais queixas foram hipertensão, dores lombares e diabetes.
Por Andréa Carvalho
