Foto: Sara Santana
Consultar informações públicas antes de tomar decisões pode reduzir riscos em negociações, contratações e relações pessoais
Comprar um carro usado, alugar um imóvel, começar uma empresa ou até marcar um “date” com alguém pela internet são decisões que envolvem diferentes níveis de confiança, e todas elas podem ser antecipadas por uma etapa simples: a consulta a informações processuais, jurídicas e públicas.
A prática, cada vez mais incorporada por empresas, advogados, instituições e órgãos públicos, vem ganhando espaço entre os consumidores. Antes de fechar um negócio, contratar um profissional ou fechar uma parceria, a consulta a registros públicos pode complementar a análise de riscos e fornecer informações relevantes para uma decisão mais segura.
Para incentivar esse hábito de forma consciente e responsável, o Escavador lança a campanha "Pesquisa no Escavador", iniciativa que busca ampliar o conhecimento da população sobre como informações públicas, incluindo históricos processuais, publicações em diários oficiais, dados do Currículo Lattes e outros registros oficiais, podem auxiliar na prevenção de fraudes, conflitos e prejuízos financeiros, reunidos pelo Escavador por meio de mais de 600 fontes oficiais. Atualmente, a plataforma recebe uma média diária de meio milhão de consultas envolvendo processos judiciais, diários oficiais e dados do Currículo Lattes.
"O acesso à informação pública fortalece a transparência e amplia a capacidade de tomada de decisão da sociedade. A proposta da campanha é incentivar que as pessoas incorporem a pesquisa prévia como um hábito de prevenção, da mesma forma que conferem documentos, pedem referências ou analisam contratos antes de assumir compromissos importantes. A informação pública deve servir para aumentar a segurança das decisões, sempre com responsabilidade, contexto e respeito aos direitos das pessoas", conta o empresário e sócio-proprietário Bruno Cabral.
A proposta da campanha é mostrar que as consultas a informações públicas podem ser acessíveis, rápidas e de fácil compreensão. Em negociações de compra e venda de veículos ou imóveis, por exemplo, a consulta a registros públicos pode ajudar a identificar situações que merecem atenção antes da assinatura de contratos. Da mesma forma, empresas podem consultar as informações públicas sobre parceiros comerciais, fornecedores e representantes antes da formalização de novos negócios.
“O mesmo princípio pode ser aplicado em situações cotidianas. Consumidores podem reunir mais informações antes de contratar prestadores de serviço, enquanto pessoas que iniciam relacionamentos ou marcam encontros presenciais podem adotar medidas adicionais de cuidado a partir da consulta de registros públicos disponíveis legalmente. Em todos os casos, a proposta é incentivar decisões mais informadas, reduzindo a possibilidade de fraudes, golpes e outros conflitos que poderiam ser evitados com uma verificação prévia”, destaca Dalila Pinheiro, Coordenadora Jurídica e DPO da plataforma Escavador.
Ao incentivar uma cultura de segurança voltada a dados, a campanha reforça que o acesso responsável às informações públicas beneficia cidadãos, profissionais e empresas, contribuindo para relações transparentes e decisões mais conscientes no dia a dia. Na prática, isso significa consultar históricos processuais, verificar o envolvimento de pessoas ou empresas em ações judiciais, identificar recorrências em disputas, pendências ou outros registros públicos que possam servir como sinal de alerta antes da assinatura de um contrato, da contratação de um serviço ou do início de uma parceria.
“Criar o hábito de consultar informações públicas antes de uma decisão importante é uma forma simples de prevenir riscos. O mais importante é que esses dados sejam utilizados com responsabilidade, respeitando o contexto e os direitos das pessoas. Nesse cenário, o Escavador atua para tornar esse acesso mais organizado e compreensível, aproximando informações públicas de quem precisa tomar decisões com mais segurança”, conclui Dalila.
PorvAntonio Anselmo
