Foto: Divulgação/Acervo pessoal
Formado em Medicina em Cuba, jovem baiano é exemplo de solidariedade
Fabrício Santiago, filho de agricultores familiares, nascido num assentamento de reforma agrária no Sul da Bahia é um exemplo do poder na Educação na vida das pessoas e de como uma das mais dignas profissões da humanidade, a Medicina, pode ser exercida beneficiando comunidades que historicamente sempre ficaram à margem do sistema de saúde pública e que só começaram a receber esses serviços a partir do primeiro mandato do presidente Lula.
E foi justamente um governo progressista quem abriu as portas para que Fabrício realizasse o sonho de se graduar como médico pela na prestigiada Escola Latino-Americana de Medicina (ELAM), em Cuba.
“Minha história é profundamente ligada ao campo, à luta social, à educação e ao cuidado com as pessoas que vivem em áreas rurais. Desde jovem já trabalhava no campo e participava das atividades do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra. Foi nesse ambiente que aprendi, desde cedo, sobre trabalho, coletividade, resistência e compromisso com a comunidade”, afirma.
Durante a militância no MST, Fabrício foi aprovado em concurso público para Agente Comunitário de Saúde em Camacan, função que exerceu por aproximadamente três anos, atuando em áreas carentes. “Nesse período, tive contato direto com as famílias, suas necessidades e as dificuldades de acesso à saúde, mantendo também minha participação nas causas sociais e na realidade da população do campo”, afirma.
MEDICINA EM CUBA
Em busca do sonho de ser médico, Fabrício Santiago, deixou o emprego público, a família, os amigos e a sua
comunidade para estudar Medicina em Cuba. Ingressou na Escola
Latino-Americana de Medicina, onde concluiu a graduação em 2018.
“Ao retornar ao Brasil, enfrentei, como tantos médicos formados no exterior, um longo e burocrático processo de revalidação do diploma. Foram anos de desafios, estudo e perseverança até conquistar o reconhecimento da minha formação e o direito de exercer a Medicina no país”, relata.
De volta ao Sul da Bahia, iniciou uma nova etapa de sua trajetória profissional. Durante a pandemia de COVID-19, trabalhou no setor administrativo do Hospital AMEC. Posteriormente, integrou a equipe de Coordenação da Atenção Básica, acumulando experiências importantes na organização e no funcionamento dos serviços de saúde. Mais tarde, inscreveu-se e foi selecionado para o Programa Mais Médicos para o Brasil (PMMB), no qual ainda atua.
Paralelamente, preparava-se para enfrentar, como tantos outros médicos formados no exterior, um longo e burocrático processo de revalidação do diploma.“Foram anos de desafios, estudo e perseverança até conquistar o reconhecimento da minha formação e o direito de exercer a Medicina no país”, relata.
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