Foto: Divulgação/MCom
Em Salvador, Ministério das Comunicações entrega primeiro selo da série filatélica “Patrimônios Negros do Brasil” à Casa de Oxumaré
“Toda casa centenária já foi uma pequena comunidade”. Essa foi a mensagem que marcou o lançamento e obliteração do primeiro selo da série filatélica "Patrimônios Negros do Brasil", com o tema Patrimônio e Ancestralidade Religiosa. A cerimônia foi realizada neste sábado (15), na Casa de Oxumarê, em Salvador (BA).
“A iniciativa nasceu como uma homenagem aos 190 anos da Casa de Oxumarê, mas, ao longo de sua construção, entendemos que essa homenagem poderia representar também uma ação mais ampla: reconhecer e valorizar patrimônios, saberes, trajetórias e espaços que fazem parte da história e da formação do Brasil”, explicou a secretária-executiva do Ministério das Comunicações, Sônia Faustino.
Para a ministra da Cultura, Margareth Menezes, que prestigiou a solenidade, a ação demonstra como se constrói e se tem vitórias com paz, resistência e exemplos. “Nós estamos num lugar sagrado para que a gente aprenda a respeitar, em um país laico, os direitos de todos os cidadãos brasileiros”, destacou a ministra.
A filatelia, também conhecida como a arte e a ciência de colecionar e estudar selos postais, é utilizada na série como um instrumento de preservação da memória. “Um selo passa por diferentes lugares, chega a diferentes pessoas e registra, por meio de uma peça de comunicação, aquilo que escolhemos apresentar e preservar”, afirmou Sônia.
O primeiro selo entregue celebra os 190 anos do Ilê Axé Oxumarê e reconhece as casas tradicionais de matriz africana como patrimônios vivos, guardiãs da memória, da ancestralidade e da diversidade cultural brasileira.
Iniciativa do Ministério das Comunicações em parceria com a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT), a série filatélica é dedicada à valorização, preservação e divulgação do patrimônio histórico, cultural e religioso afro-brasileiro, por meio da emissão de selos, divididos em quatro temas:
- Patrimônio e Ancestralidade Religiosa, com foco na permanência das casas matrizes como guardiãs da memória nacional;
- Memória, abordando liderança comunitária, defesa dos territórios tradicionais e transmissão da ancestralidade;
- Ciência Ancestral, destacando os saberes tradicionais, a saúde coletiva e o diálogo entre tradição e ciência;
- Futuro, com foco nas juventudes de terreiro e na continuidade da ancestralidade.
Para a secretária-executiva, a ação reforça a dimensão da comunicação como instrumento de reconhecimento e valorização da diversidade brasileira. “Comunicar é dar visibilidade. É permitir que diferentes histórias sejam conhecidas, que diferentes identidades sejam reconhecidas e que diferentes formas de conhecimento tenham espaço”, concluiu.
Fonte: Ascom MCom
