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Certificações de governança e gênero destacam avanço de gigante de dados; Escavador celebra selos Dourado e Lilás
O ecossistema de inovação tem valorizado cada vez mais a solidez da gestão interna como diferencial competitivo. Dentro desse fenômeno, o Escavador, gigante de dados especializada no monitoramento de informações judiciais, tornou-se um case de sucesso por sua cultura organizacional, espelhada por certificações e selos nacionais.
Com os critérios de governança cada vez mais presentes na dinâmica empresarial, o sócio-proprietário do Escavador, Bruno Cabral, afirma que acumular honras (da performance financeira à equidade social) sinaliza ao mercado que a maturidade de uma operação de dados se dá pela robustez de seus processos internos.
Um dos pilares desse reconhecimento é o selo Dourado do Cubo Itaú, conquistado por dois anos consecutivos pelo Escavador, na categoria 'Pessoas'. O prêmio, que demonstra a excelência em diversidade e retenção de talentos, destaca o valor fundamental da plataforma: colocar as pessoas em primeiro lugar. Para empresas sediadas fora do eixo Rio-São Paulo, o selo emerge como um marco da trajetória da empresa, confirmando que a operação possui tração e governança compatíveis com os grandes players nacionais.
“A chancela do Cubo no pilar de ‘Pessoas’ formaliza uma cultura que já praticamos no dia a dia. No mercado de tecnologia, a qualidade do produto é um reflexo direto da pluralidade e do engajamento do time que o constrói. Conquistar esse selo por 2 anos seguidos confirma que nossa eficiência operacional nasce de um ambiente diverso e sustentável”, avalia o sócio-proprietário.
No campo da cultura organizacional, a plataforma é reconhecida pelo Selo Lilás, prêmio concedido pelo Governo da Bahia. O reconhecimento foca em políticas de equidade de gênero e na presença feminina em espaços de decisão, um gargalo histórico no setor de tecnologia (STEM). A obtenção do selo, segundo a Senior People Analyst do Escavador, Stefany Rastelli, coloca a empresa em um grupo que transforma o discurso de diversidade em políticas de RH verificáveis e com impacto regional.
“Ao cruzar a eficiência exigida pelo mercado financeiro com as demandas sociais de equidade, o Escavador se reafirma como um modelo de sustentabilidade corporativa dentro do ecossistema de inovação do Nordeste”, explica Stefany.
O conjunto de certificações conquistadas pelo Escavador indica uma leitura atenta aos critérios de ESG (Ambiental, Social e Governança). Em um cenário onde grandes corporações priorizam parceiros com práticas éticas comprovadas, os selos atuam como evidências que norteiam operações seguras e parcerias estratégicas.
O reconhecimento acumulado pelo Escavador também serve como um termômetro para o setor de tecnologia. “Os selos compõem um histórico que pontua o próximo salto da empresa: provar que a soberania tecnológica depende, fundamentalmente, de uma gestão robusta, alinhada às exigências institucionais e às expectativas de escala do ecossistema de inovação”, reitera Bruno Cabral.
Os selos acompanham o que, na prática, tem sido uma trajetória de escala atípica para o setor. Operando em modelo bootstrapped (sem aporte externo), o Escavador alcançou um faturamento de R$ 15 milhões (2025) e mantém um crescimento médio de 70% ao ano. Com iguais 15 milhões de acessos mensais e uma média de 300 buscas por minuto, a plataforma baiana rompeu a barreira regional para se tornar um dos sites mais acessados do país, processando dados de mais de 600 fontes oficiais para uma base de mais de 50 mil clientes.
"As certificações comprovam o que está por trás dos resultados, além de sustentar o crescimento que projetamos. O foco agora é avançar na entrega de soluções inteligentes, mantendo o alinhamento entre a eficiência financeira e as práticas de equidade que definem nossa cultura", conclui Bruno.
PorvAntonio Anselmo
