Foto: Divulgação / O Candeeiro/Arquivo
Vacina contra a gripe: por que se imunizar no início do outono
Com o início do outono e proximidade do inverno a circulação de vírus respiratórios aumenta. Diante deste cenário, os especialistas em saúde recomendam que a imunização contra a gripe seja antes do pico de casos, ainda no começo do outono, para que o organismo tenha tempo hábil (entre 2 e 3 semanas) de desenvolver anticorpos para proteção. Em 2026, o Ministério da Saúde distribuiu 15,7 milhões de doses de imunizantes aos estados; em 2025, cerca de 60 milhões de doses de imunizantes foram aplicadas, atingindo 54,15% de cobertura entre os grupos prioritários.
Segundo Liliana Antoniolli, coordenadora do curso de Enfermagem EAD da UNIASSELVI, a incidência de casos sobe entre o outono e inverno. "Isso ocorre porque as pessoas permanecem mais tempo em ambientes fechados e com pouca ventilação, facilitando a transmissão. Temperaturas mais baixas e menor umidade também favorecem a sobrevivência dos vírus. Além do vírus influenza, outros vírus respiratórios costumam circular simultaneamente, o que pode confundir o diagnóstico", alerta.
A vacinação deve ocorrer preferencialmente antes do período de maior circulação viral, geralmente no início do outono, garantindo tempo para a resposta imunológica. “Após a vacinação, o organismo leva, em média, de duas a três semanas para produzir anticorpos e oferecer proteção contra o vírus influenza. Por isso, é fundamental não esperar o inverno e o aumento dos casos para se imunizar”, afirma Antoniolli, lembrando que a vacina é atualizada anualmente para proteger contra as cepas mais circulantes.
Vacinar no momento certo
Tomar a vacina muito cedo não costuma comprometer a eficácia, mas a proteção pode diminuir ao longo dos meses; vacinar-se tardiamente pode deixar a pessoa vulnerável durante o período de maior risco. Além disso, a vacinação não é recomendada em caso de sintomas respiratórios, sendo necessário aguardar a recuperação completa para receber o imunizante. O ideal é seguir o calendário das campanhas de vacinação do Ministério da Saúde.
Sintomas e grupos prioritários
A gripe, causada pelo vírus influenza, costuma ter início súbito e sintomas mais intensos, como febre alta, dores no corpo, cansaço, dor de cabeça e tosse e pode evoluir para comprometimento pulmonar, especialmente em pessoas com imunidade comprometida, que são grupo prioritário. O resfriado traz sintomas mais leves e localizados nas vias aéreas superiores, como coriza, congestão nasal e espirros.
A vacinação é recomendada para toda a população, com prioridade para: idosos; bebês e crianças; gestantes e puérperas; pessoas com doenças crônicas (diabetes, doenças cardíacas e respiratórias); imunossuprimidos; e profissionais de saúde e educação, por maior exposição. “A gripe pode evoluir para formas graves, especialmente em grupos de risco, podendo levar à hospitalização e até ao óbito”, alerta.
Medidas complementares de prevenção
Além da vacinação, medidas simples reduzem a transmissão: higienizar as mãos com água e sabonete ou álcool 70%, manter ambientes ventilados, evitar contato próximo com pessoas sintomáticas, adotar etiqueta respiratória e evitar tocar o rosto.
Em caso de sintomas, usar máscara e manter isolamento ajudam a prevenir a propagação. Hábitos saudáveis, como hidratação, alimentação equilibrada, atividade física, sono de qualidade e controle do estresse fortalecem o sistema imunológico.
“Mas vale reforçar: a vacinação, aliada a medidas simples de prevenção e a hábitos saudáveis, é a forma mais eficaz de reduzir o impacto das doenças respiratórias durante o outono e o inverno”, finaliza Antoniolli.
Por Wendel Martins
