Foto: Will Recarey
Com alta de 12%, Salvador Bahia Airport chega a quase 2,3 milhões de passageiros no 1º trimestre
O Salvador Bahia Airport, integrante da rede VINCI Airports, encerrou o primeiro trimestre de 2026 com crescimento em movimento operacional. Foram quase 2,3 milhões de passageiros atendidos entre janeiro e março, número 12% superior ao registrado no mesmo período de 2025.
O resultado foi impulsionado pela expansão da malha doméstica das principais companhias aéreas que operam no terminal, aliada à forte demanda internacional, especialmente em rotas de longo curso. Durante a alta temporada, o aeroporto da capital baiana contou com reforço na oferta de assentos de companhias como TAP Air Portugal, Air Europa e Air France, além do início das operações da Copa Airlines.
As operações aéreas também apresentaram evolução no período. Ao todo, foram registrados 16.063 pousos e decolagens comerciais nos três primeiros meses do ano, um aumento de 11% em relação ao mesmo intervalo de 2025.
Desempenho pelo mundo
A rede global da VINCI Airports superou a marca de 74 milhões de passageiros no primeiro trimestre de 2026, registrando crescimento de 1,5% em relação ao mesmo período de 2025. O resultado reforça a resiliência e a diversidade geográfica da rede, mesmo em um cenário marcado por tensões geopolíticas. Embora conflitos no Oriente Médio e tensões entre China e Japão tenham causado impactos pontuais, o efeito sobre a dinâmica global permaneceu limitado.
Na América Latina, os aeroportos da rede voltaram a apresentar desempenho de destaque. No México, o crescimento seguiu consistente, enquanto República Dominicana e Costa Rica mantiveram resultados positivos. A exceção foi Santiago, no Chile, impactado por ajustes na frota da SKY Airlines. Em Cabo Verde, na África, o tráfego cresceu 17%, impulsionado pela diversificação da conectividade aérea, com novas rotas operadas por companhias como easyJet e Transavia.
Na Europa, aeroportos como Belgrado, Edimburgo e Budapeste mantiveram um bom desempenho, devido a expansão de rotas e demanda por destinos de lazer. Em Portugal, Lisboa e Porto registraram crescimento consistente, com destaque para o avanço das conexões de longo curso e transatlânticas. Por outro lado, alguns mercados enfrentaram condições menos favoráveis. Em Londres Gatwick, ajustes na oferta de voos e impactos do cenário no Oriente Médio moderaram o desempenho, enquanto, na França, o aumento da tributação seguiu afetando o tráfego doméstico. No Japão, as tensões com a China impactaram os resultados, ainda que o mercado regional tenha se mantido dinâmico, com destaque para a demanda da Coréia do Sul.
Por Eduardo Bittencourt
