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Mulheres Sem Terra ocuparam 14 latifúndios improdutivas em Jornada pela Reforma Agrária
Nesta quinta-feira (12), se encerrou a Jornada de Lutas das Mulheres Sem Terra que ocorreu durante os dias 8 a 12 de março, envolvendo marchas, bloqueios, atos e ocupações. Com o lema: “Reforma Agrária Popular: enfrentar as violências, ocupar e organizar!”, o foco das atividades neste ano foram a reivindicação de reforma agrária e denúncias contra as violências, mobilizando mais de 15 mil pessoas em 24 estados. "A Jornada Nacional de Luta das Mulheres Sem Terra abriu o calendário de lutas do Movimento, demonstrando a importância da Reforma Agrária Popular para a construção de um país justo, solidário e sem violências. Nós temos a convicção de que a construção desse país passa por darmos centralidade política no enfrentamento das violências", defende Lizandra Guedes, da coordenação nacional do setor de Gênero do MST. Ao todo 14 latifúndios improdutivos foram ocupados nos estados do Rio Grande do Sul, São Paulo, Espírito Santo, Goiás, Pernambuco, Piauí e Tocantins. O estado com a maior quantidade de ocupações foi no Pernambuco, em que as camponesas ocuparam sete áreas improdutivas, no demais foi registrada uma ocupação por estado. Margarida Silva, conhecida como Magal, assentada na cidade da Reforma Agrária em Alagoas e integrante da coordenação Nacional do MST, destaca que a Jornada Nacional das Mulheres de 2026 foi importante para impulsionar a Reforma Agrária Popular junto à sociedade, como uma proposta importante e robusta para o campo brasileiro. "Na Jornada de luta deste ano também denunciamos o capital, a mineração e as suas diversas facetas e os impactos que isso tem trazido não só na vida das mulheres Sem Terra, mas no conjunto da sociedade em geral, em especial meninas e mulheres. Com o avanço do feminicídio, das diversas formas de violência e de como o capital em nosso país, vem atuando no campo, destruindo os bens da natureza", resume Magal. Por Lais Furtado |
