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Por trás da indústria têxtil: as mulheres que a sustentam
A indústria têxtil é uma das maiores empregadoras do mundo e é sustentada, principalmente, pela força do trabalho feminino. No Brasil, segundo o relatório Fios da Moda, as mulheres representam cerca de 75% de mão de obra no setor. São elas que estão operando máquinas, costurando, modelando e garantindo que cada peça chegue pronta ao consumidor.
Em meio a esse cenário, a empresa Polo Salvador tem a valorização da mão de obra feminina um dos seus principais pilares. Localizada no bairro do Uruguai, em Salvador, a empresa atua há quase 30 anos no ramo têxtil e produz atualmente cerca de 1.500 camisas polo por dia, voltadas principalmente para fardamentos corporativos.
"90% da nossa mão de obra é feminina, incluindo todos os setores. A nossa produtividade está acima da média nacional, um dado espetacular que é sustentado por elas. Por isso buscamos, cotidianamente, oferecer o melhor ambiente possível, assim como oportunidade de crescimento aqui na Polo. Cuidar das pessoas faz toda a diferença", pontua Hari Hartmann, diretor da Polo Salvador.
Para além do papel essencial que desenvolvem na produção, do chão de fábrica ao escritório, essas colaboradoras tiveram suas histórias de vidas transformadas pelo trabalho desenvolvido no setor têxtil. Telma dos Santos, que está na empresa desde 2007, conseguiu oportunizar educação à filha, reformar a casa e conquistar maior estabilidade financeira. Ana Américo, há 19 anos na empresa, realizou o sonho da casa própria e proporcionou à filha o acesso ao ensino superior. Já Damiana Lordelo, com 11 anos de atuação, também conquistou a casa própria e destaca a estabilidade como fator fundamental para alcançar seus objetivos. Essas vivências demonstram como o emprego formal, o salário fixo e a possibilidade de crescimento profissional impactam diretamente na autonomia financeira e na qualidade de vida.
Mulheres na linha de produção e políticas de valorização
A indústria é rodeada de questões sociais, além das subcontratações e dos empregos gerados, 1% dos trabalhadores estão em condições análogas à escravidão, segundo o relatório Fios da Moda. A jornada de trabalho regulamentada, os direitos trabalhistas assegurados e a possibilidade de ascensão profissional são pontos destacados como diferenciais dentro de um segmento que, historicamente, enfrenta desafios relacionados a salários e condições de trabalho.
A linha de produção da Polo é majoritariamente feminina, refletindo a realidade nacional do setor. Além da geração de emprego, a empresa investe em políticas de diversidade e inclusão, incentivando a permanência e o desenvolvimento profissional. Ao olhar para dentro da empresa, percebe-se que são as mulheres que sustentam não apenas a confecção, mas também suas famílias, seus sonhos e de entes. Na Polo suas trajetórias mostram que, quando há oportunidade, reconhecimento e condições dignas de trabalho, o impacto vai muito além da costura, ele gera transformações sociais.
