Pódio do campeonato (2026 Pipeline Bodyboarding Invitational / Divulgação)
Luna Hardman é campeã do Pipeline Bodyboarding Championship no Havaí, com nota 10 na final
Por Doro Jr. e Deborah Mamone
Tal mãe, tal filha. Luna Hardman fez história na madrugada desta quarta-feira (4). Com uma nota 10 na bateria final, Luna, 20 anos, foi campeã da categoria Open Women's Pro da edição 2026 do Hawai’i Pipeline Bodyboarding Championship, seguindo os passos de sua mãe, Neymara Carvalho, que conquistou três títulos em Pipeline. Atletas de destaque de todo o mundo disputaram o campeonato, enfrentando uma das ondas mais desafiadoras do planeta.
"Muito feliz. É muita emoção vencer aqui, um lugar tão
especial. Um sonho. Quero agradecer a todos que me apoiam, a todos que
torceram por mim. Obrigada", destacou, na premiação, uma emocionada
Luna, patrocinada pela ArcelorMittal, BZ Pro Boards e
Mitsubishi, apoiada pelo Instituto Neymara Carvalho e pela Secretaria de
Estado do Espírito Santo (Bolsa Atleta Capixaba).
Destaque da nova geração do bodyboarding, a capixaba Luna
é bicampeã mundial Pro Junior e desde o ano passado disputa
exclusivamente a categoria Profissional - terminou no top 8 do mundo na
temporada anterior. Em 2025, no Havaí, ficou em quinto lugar. Agora, o
título, iniciando 2026 como campeã.
Foi uma disputa emocionante, com Luna garantindo a
vitória nos minutos finais da bateria, somando uma onda perfeita, com
nota 10. E quem também comemorou foi a capixaba Bianca Simões, 20 anos,
que chegou à decisão e terminou em quarto lugar. Luna e Bianca são
apoiadas pelo Instituto Neymara Carvalho (INC) e patrocinadas pela
ArcelorMittal. Na segunda colocação ficou a carioca Jessica Becker e, em
terceiro, Dulce Aguero, da Costa Rica.
Bateria encerrada, muita festa de Luna ao lado da mãe, a
pentacampeã mundial Neymara, 49 anos, que também competiu na edição 2026
em Pipeline, parando na primeira bateria da Open Women's Pro. Foi no
Havaí que Neymara iniciou sua carreira internacional, em 1995. E
conquistou os títulos em 1996, 2011 e 2023. Duas gerações campeãs do
bodyboarding, mãe e filha agora disputando juntas.
"Muito feliz pelo resultado sensacional da Luna, que está em um momento incrível, de muita evolução e também pela Bianca, que começou no nosso Instituto e hoje brilha entre as melhores do mundo. O bodyboarding do Brasil mostrou seu alto nível nas ondas famosas e desafiadoras de Pipeline", resumiu Neymara, que encerrou 2025 como número 4 do ranking mundial, patrocinada pela ArcelorMittal e Mitsubishi, e presidente do Instituto Neymara Carvalho (INC).
O Pipeline Bodyboarding foi a primeira competição delas em 2026. Se hoje não é mais uma etapa do Circuito Mundial, como em anos anteriores, Pipeline continua atraindo a atenção, em um campeonato histórico, com suas ondas famosas e desafiadoras. Ao longo da competição, os atletas demonstraram toda sua habilidade e coragem em um dos locais mais icônicos do esporte. Foram 158 participantes, de 20 países, nas diferentes categorias - 31 na Open Women's Pro.
Fonte: ZDL Sports
