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Dia Mundial da Obesidade: consumo de alimentos ultraprocessados e calóricos acende alerta nos baianos
Nesta quarta-feira (04), é marcado o Dia Mundial da Obesidade, situação que acomete cerca de 800 milhões de pessoas em todo o mundo e aumenta consideravelmente o risco de desenvolvimento de doenças graves como diabetes, hipertensão, problemas nas articulações e alguns tipos de câncer. Na Bahia, o excesso de peso é uma realidade preocupante. De acordo com dados do Ministério da Saúde, mais de 58% dos adultos de Salvador estão com sobrepeso e 22% já são obesos. O levantamento também aponta que são as mulheres e pessoas com baixa escolaridade, quem mais sofrem com o problema.
Entre as crianças, o alerta é nacional. Segundo o Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (SISVAN/ Ministério da Saúde), uma a cada três pequenos acompanhados nas unidades básicas de saúde apresenta excesso de peso.
Para a endocrinologista e coordenadora do curso de pós-graduação em endocrinologia da Afya Educação Médica Salvador, Renata Bussuan, as questões hormonais, muitas vezes associadas à ansiedade, são também responsáveis pelo problema. "Não é que a ansiedade engorde por si só, o tempo todo. Mas ela também não é desprezível. Ela muda o sono, o apetite, a rotina, impulsos alimentares e pode manter o corpo em estado de estresse", afirma.
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), quase 70% dos brasileiros não praticam atividade física suficiente e mais de 30% fazem suas refeições fora de casa, o que favorece o consumo de alimentos ultraprocessados e calóricos, além de se agravarem com o ritmo acelerado da rotina e o sedentarismo.
Para o especialista, uma forma de amenizar a situação é equilibrar hormônios, controlar o peso, tratando também fatores emocionais: "Quando tratamos a saúde mental, percebemos uma melhora no que diz respeito à qualidade do sono, no controle do apetite e na compulsão. A aderência ao plano alimentar e à atividade física também funciona. Aqui, a questão é rastrear e tratar o que for hormonal e alinhar as emoções para reduzir os gatilhos que sabotam o tratamento", conclui.
Por Flamarion Reis
