Foto: Divulgação/Acervo Sabin
Mpox: exame desenvolvido pelo Sabin é capaz de diagnosticar nova variante
O
avanço recente da Mpox no Brasil mantém estados em alerta, como a
Bahia, e reforça a importância do diagnóstico laboratorial para
identificação precoce dos casos. A doença é causada pelo mpox vírus
(MPXV), do gênero Orthopoxvirus, e é classificada como zoonose, podendo
ser transmitida por contato direto com pessoa infectada, por materiais
contaminados ou por animais silvestres, especialmente roedores
portadores do vírus. O
diagnóstico é feito por exames laboratoriais, como o teste RT-PCR Mpox,
desenvolvido pelo Sabin Diagnóstico e Saúde, capaz de detectar a nova
variante 1b. A coleta é realizada com swab em lesões cutâneas ou mucosas
com aspecto de vesículas, úlceras ou crostas, por profissional
treinado. O exame pode ser agendado para ser realizado em domicílio, uma
vez que o paciente deve permanecer em isolamento. Para
isso, basta acessar o atendimento móvel humanizado “Vacinas e Exames
Móveis – VEM Sabin”, voltado para pessoas físicas e empresas. O serviço,
que oferece conforto e comodidade, está disponível em Salvador, Lauro
de Freitas, Camaçari, Barreiras e Luís Eduardo Magalhães por meio do
agendamento virtual no endereço sabin.com.br/agendamentos ou pelo WhatsApp (61) 4004-8002. “Desenvolvido
pelo nosso setor de Biologia Molecular, o teste para Monkeypox combina
extração de DNA e amplificação por reação em cadeia da polimerase em
tempo real (qPCR) com sonda específica e controle interno, assegurando
precisão na detecção do vírus e segurança em todo o processo analítico”,
afirma o cogestor do Sabin em Salvador, Hebert William. Ele acrescenta
ainda que o exame fica pronto em três dias úteis. Na
Bahia, um caso foi confirmado em 2026 e classificado como importado, de
acordo com a Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab). O
paciente, residente em Osasco (SP), chegou a Salvador já com sintomas.
Ao todo, o estado soma 21 notificações suspeitas neste ano, sendo que 12
foram descartadas após exames laboratoriais e oito ainda estão em
investigação pelo Laboratório Central de Saúde Pública da Bahia
(Lacen-BA). No cenário nacional, já são cerca de 90 casos confirmados,
de acordo com o Ministério da Saúde, com predominância de quadros leves
ou moderados e sem registro de mortes, sendo a maior concentração no
estado de São Paulo. Sintomas e contaminação De
acordo com a OMS, a Mpox pode apresentar quadros diferentes de sintomas
para casos suspeitos em humanos. Quando uma pessoa apresenta bolhas na
pele de forma aguda, acompanhadas de dor de cabeça, febre acima de 38,5
°C, linfonodos inchados (ínguas), dores musculares e no corpo, dor nas
costas, fraqueza e calafrios, deve procurar um médico, que vai avaliar a
necessidade de exames laboratoriais para confirmar a enfermidade. O
intervalo de tempo entre o primeiro contato com o vírus até o início
dos sinais e sintomas da Mpox (período de incubação) é tipicamente de
três a 16 dias, mas pode chegar a 21 dias. Após a manifestação de
sintomas como erupções na pele, o período em que as crostas desaparecem,
a pessoa doente deixa de transmitir o vírus a outras pessoas. As
erupções na pele geralmente começam dentro de um a três dias após o
início da febre, mas, às vezes, podem aparecer antes da febre. Protocolo e tratamento Diante
de sintomas, a recomendação é adotar isolamento, se possível, e evitar
contato próximo com outras pessoas. A higienização frequente das mãos
também é medida essencial para prevenir novas infecções. Atualmente,
o Ministério da Saúde recomenda o isolamento de 21 dias do paciente
positivo para Mpox. A doença geralmente é autolimitada, ou seja, a
enfermidade costuma desaparecer de forma espontânea, sem necessidade de
tratamento. O paciente deve receber atenção clínica para aliviar os
sintomas, evitando complicações graves, especialmente, em crianças,
mulheres grávidas ou pessoas com imunossupressão devido a outros
problemas de saúde. Por Juracy dos Anjos
