Foto: Divulgação/Arquivo O Candeeiro
Avanço científico liderado por mulher brasileira reforça importância da inclusão, afirma André Naves
No Dia
Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência, celebrado em 11 de
fevereiro, o trabalho da cientista brasileira Tatiana Coelho de Sampaio,
da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), ganha destaque
internacional por representar um avanço histórico na neurociência e na
reabilitação de pessoas com deficiência.
Após
25 anos de pesquisa, a cientista desenvolveu um tratamento experimental
inovador baseado na polilaminina - uma proteína derivada da placenta
humana - capaz de regenerar nervos lesionados. Os resultados já
permitiram que pacientes paraplégicos e tetraplégicos recuperassem
movimentos e sensibilidade, abrindo novas perspectivas para a medicina
regenerativa e para a autonomia de pessoas com deficiência física.
Para o
Defensor Público Federal André Naves, especialista em Direitos Humanos e
Inclusão Social, a efeméride reforça a importância de reconhecer e
apoiar a atuação das mulheres na ciência, especialmente em áreas que
impactam diretamente a dignidade humana. “O trabalho da professora
Tatiana demonstra como a ciência, quando aliada à inclusão, pode
transformar realidades historicamente marcadas pela exclusão. Valorizar
mulheres cientistas é também investir em soluções que ampliam direitos e
oportunidades”, afirma.
Segundo
André Naves, o caso evidencia a necessidade de políticas públicas
contínuas de fomento à pesquisa científica no Brasil, com atenção
especial às cientistas mulheres. “A ciência brasileira tem excelência. O
desafio é garantir financiamento, reconhecimento e continuidade para
que essas descobertas cheguem à população e se traduzam em políticas
públicas efetivas”, completa.
O Dia
Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência foi instituído pela ONU
para promover o acesso igualitário das mulheres às carreiras científicas
e tecnológicas, combatendo desigualdades históricas de gênero no setor.
Para saber mais sobre o trabalho de André Naves, acesse o site andrenaves.com ou acompanhe pelas redes sociais: @andrenaves.def.
Por Andreia Constâncio
