ReCria Salgueiro, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) durante o Eneb 2026 Fonte: Divulgação Enactus Brasil
Prêmio Geração 360º encerra primeira etapa com recorde de participantes e inicia jornada de desenvolvimento
O
Instituto Orizon Social encerrou as inscrições para a terceira edição
do Prêmio Geração 360º com 180 estudantes inscritos, número que supera
as edições anteriores da iniciativa. Realizado em
parceria com a Enactus Brasil, o programa convida universitários a
desenvolver soluções inovadoras para desafios socioambientais a partir
dos princípios da economia circular.
Aberto
a estudantes de instituições públicas e privadas de todo o país,
individualmente ou em grupo, o Prêmio busca aproximar o conhecimento
produzido nas universidades de desafios concretos enfrentados nos
territórios. A partir da jornada proposta
pela iniciativa, os participantes desenvolvem projetos que devem
contribuir para pelo menos um dos Objetivos de Desenvolvimento
Sustentável (ODS) prioritários: ODS 8 (Trabalho Decente e Crescimento
Econômico), ODS 9 (Indústria, Inovação e
Infraestrutura) e ODS 12 (Consumo e Produção Responsáveis).
Embora
estudantes de todas as regiões possam participar, a edição de 2026
prioriza soluções voltadas a comunidades localizadas em um raio de até
100 quilômetros de Paulínia (SP), Sorocaba (SP), São Gonçalo (RJ),
Aparecida de Goiânia (GO),
Maceió (AL), João Pessoa (PB), Juazeiro do Norte (CE) e Porto Velho
(RO), territórios que contam com atuação do Grupo Orizon.
“O
encerramento das inscrições é sempre um momento importante porque nos
permite enxergar quais questões estão chamando atenção e mobilizando os
universitários e quais soluções começam a surgir a partir desse olhar. O
Prêmio cria uma ponte
entre o conhecimento acadêmico e desafios concretos dos territórios,
oferecendo suporte para que uma boa ideia seja testada, aprimorada e
possa ganhar condições de gerar impacto para as comunidades”, afirma
Bruno Villaça, especialista de projetos
do Instituto Orizon Social.
Da ideia ao desenvolvimento
Com
o encerramento das inscrições, o Prêmio Geração 360º entra agora em sua
jornada de desenvolvimento. Entre os 180 estudantes inscritos, 25
equipes iniciam o percurso de ideação e desenvolvimento de seus
projetos, com acesso a capacitações,
mentorias e acompanhamento técnico.
A
jornada acontece de forma progressiva. Das 25 equipes que iniciam o
processo, 16 avançam para a segunda fase e, posteriormente, oito seguem
para a terceira fase. Ao longo do percurso, as propostas são avaliadas a
partir de quatro critérios:
Inovação, Liderança Empreendedora, Uso de Princípios de Negócios e
Impacto Positivo Sustentável.
Ao
todo, a terceira edição é composta por cinco fases: Jornada de Ideação
I, Jornada de Ideação II, Jornada de Prototipação, Fase Final e
Prestação de Contas. Ao longo dessas etapas, as equipes desenvolvem e
aprimoram suas propostas até a
fase final, quando os projetos são apresentados a uma banca avaliadora,
responsável pela escolha das três soluções de maior destaque, que
recebem premiações de até R$ 8 mil.
O resultado final está previsto para 15 de dezembro de 2026.
Uma rede para encontrar novas soluções
A
parceria entre o Instituto Orizon Social e a Enactus Brasil combina o
conhecimento sobre os territórios e a agenda da economia circular com a
capacidade de mobilização e conexão com o ambiente universitário. Essa
articulação contribui para
identificar projetos inovadores ainda em estágio inicial e criar
condições para que as ideias sejam desenvolvidas, testadas e conectadas a
desafios concretos das comunidades.
Ao
aproximar estudantes de questões socioambientais reais e oferecer
suporte para o desenvolvimento de suas propostas, o Prêmio também
fortalece a conexão entre universidade e sociedade. A jornada cria um
ambiente de experimentação e colaboração
em que conhecimentos acadêmicos, princípios de negócios e impacto
socioambiental se encontram na busca por soluções que possam contribuir
para o desenvolvimento dos territórios.
Na edição anterior, a iniciativa alcançou mais de 30 universidades em todo o Brasil e premiou três soluções com diferentes aplicações da economia circular. O primeiro lugar ficou com o Graviprotect, desenvolvido por estudantes da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), que utiliza sementes de graviola, um resíduo agroindustrial, na produção de um bioinseticida sustentável voltado à agricultura familiar.
Também
foram reconhecidos o ReCria Salgueiro, da Universidade Federal do Rio
de Janeiro (UFRJ), que transforma resíduos plásticos em produtos de
valor agregado enquanto promove geração de renda e inclusão social, e o
Breeze for Future, da UNESP
Sorocaba, que desenvolveu um sistema de resfriamento de ambientes
utilizando cerâmicas recicladas e captação de água da chuva.
“Mais
do que chegar a uma solução vencedora, queremos que essa jornada ajude
os estudantes a entenderem o potencial de suas ideias e a construírem
caminhos para que elas continuem avançando. Quando conectamos
universidade, conhecimento técnico e
realidade local, aumentamos as possibilidades de surgirem respostas
inovadoras que façam sentido para cada território”, completa Bruno
Villaça.
