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COMO INFLUIR NA ELABORAÇÃO DE POLÍTICAS FOI TEMA DO CURSO SOBRE PARTICIPAÇÃO SOCIAL EM PARAFUSO E BARRA DO POJUCA
Em conformidade com o objetivo do Projeto Direitos Humanos, Democracia e Participação Social, que está sendo realizado pelo Juspopuli – Escritório de Direitos Humanos, em parceria com a Secretaria Geral da Presidência da República, Lara Matos destacou a importância de fornecer à comunidade os caminhos, os instrumentos para fundamentar a participação cidadã coletiva. Em relação aos planos plurianuais dos governos, obrigatórios por lei, ela chamou a atenção para as diferenças na forma de elaboração, alguns governos elaboram os planos de forma democrática, com escutas sociais através dos Territórios de Identidade e dos conselhos de Direitos Humanos e Políticas Públicas.
“É preciso que a comunidade entenda como o Estado e municípios fazem esse Plano Plurianual, cada município tem autonomia e vai estabelecer seu próprio processo, é preciso estar atento para conseguir participar e fazer suas proposições” afirmou Lara Matos. Foram realizados exercícios para que as comunidades acessem os instrumentos disponíveis e possam interferir de forma organizada e coletiva, através de uma organização constituída pela comunidade, a exemplo dos fóruns comunitários. A comunidade pode acessar os documentos de Orçamento e Planejamento e pode atuar na elaboração do PPA e da LOAS, pode acessar o Poder Legislativo, manter diálogo com o poder executivo e, além de participar da elaboração, acompanhar o que está sendo feito, avaliar e encaminhar essa avaliação para os órgãos competentes.
Outra ação importante, segundo Lara Matos, é mapear os conselhos de políticas públicas (federais, estaduais e municipais) e participar desses conselhos, inclusive concorrendo às eleições para integrar os conselhos, quando os editais são abertos. Citou também a importância de participar das conferências que acontecem nos municípios, das diversas políticas públicas. “Conferências são instâncias de planejamento então é importante que as demandas da comunidade sejam levadas, que os problemas sejam ressaltados, é um lugar de se elaborar propostas. Quanto à fiscalização, deve ser feita de forma cotidiana, como um diário de campo, anotando tudo, com data, e levar esses registros, que são documentos, às secretarias e conselhos.” pontuou a facilitadora.