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Pesquisadores comemoram resultados da Primeira Etapa da Expedição Baleias Jubarte no Litoral Fluminense
Começou hoje, no primeiro dia de julho, a segunda etapa da Expedição Baleia Jubarte no Litoral Fluminense, com a equipe de pesquisadores ainda comemorando os resultados da primeira etapa, realizada entre Paraty e o Rio de Janeiro entre os dias 26 e 29 de junho.
Em quatro dias os pesquisadores avistaram 35 baleias-jubarte e mais três espécies de odontocetos (cetáceos que possuem dentes) - 8 toninhas, aproximadamente 100 golfinhos-comuns e mais de 30 golfinhos-nariz-de-garrafa.
Das 35 baleias-jubarte avistadas, os biólogos conseguiram identificar, através de fotografias, numa primeira análise, 16 jubartes. A fotoidentificação é feita pela cauda da baleia. Nenhuma é igual a outra. As caudas diferentes funcionam como impressão digital das jubartes.
Segundo o biólogo Sérgio Cipolotti, coordenador de pesquisa do Projeto Baleia Jubarte, já no primeiro dia, ao sul da Ilha Grande, numa profundidade de 70 metros, já foi possível avistar um grupo grande de baleias, onde a pesquisa começou, com fotoidentificação, imagens do grupo feitas com drone e biópsia.
A primeira etapa foi encerrada no dia 29 com uma saída no litoral da cidade do Rio de Janeiro.
“O mais importante, até agora, foi reafirmar que as baleias-jubarte estão chegando ao Brasil pela costa da região sudeste” diz Sérgio Cipolotti.
A Expedição Baleias Jubarte Litoral Fluminense é coordenada pelo Projeto Baleia Jubarte em parceria com a Petrobras e tem o apoio de parceiros importantes como o AquaRio/IMAM, Parque Bondinho Pão de Açúcar ® e BR Marinas.
Sobre o Projeto Baleia Jubarte
Atuando há mais de 35 anos na pesquisa e conservação das baleias-jubarte e do ambiente marinho no Brasil, o Projeto Baleia Jubarte é realizado pelo Instituto Baleia Jubarte em parceria com a Petrobras por meio do Programa Petrobras Socioambiental, integra a Rede BIOMAR juntamente com outros projetos patrocinados pela empresa (Projeto Albatroz, Coral Vivo, Golfinho Rotador e Meros do Brasil), que atuam de forma integrada na conservação da biodiversidade marinha do Brasil. Por meio deste projeto são realizadas ações de pesquisa científica, turismo responsável, ações de educação ambiental, bem como atividades de conservação que tem contribuído para o sucesso da recuperação da população de jubartes do atlântico sul ocidental.
Por Giácono Mancini
