Heron Werner, médico e pesquisador da Dasa, durante depósito de imagens digitalizadas do Museu Nacional em cofre no Ártico / Foto: Divulgação
Acervo científico brasileiro passa a integrar o Arctic World Archive, da UNESCO, imortalizando décadas de Arqueologia Digital e Medicina Fetal
A Dasa, líder em medicina diagnóstica do Brasil, participou de uma cerimônia exclusiva organizada pela UNESCO no dia 28 de fevereiro para o depósito de um amplo acervo de pesquisas científicas no Arctic World Archive (AWA), localizado em Svalbard, na Noruega. A iniciativa tem como objetivo salvaguardar o conhecimento humano em um cofre de segurança máxima escavado no permafrost ártico, projetado para resistir a desastres naturais, instabilidades políticas e conflitos por mais de mil anos.
O Arctic World Archive é uma iniciativa independente, concebida para funcionar como um cofre global da memória humana. Escavado no permafrost do Ártico e situado em uma região politicamente neutra e desmilitarizada, o AWA foi projetado para resistir a desastres naturais, instabilidade geopolítica e conflitos armados, garantindo a salvaguarda de informações essenciais por séculos ou até milênios. Os arquivos são digitalizados e gravados pela PIQL, empresa de tecnologia referência global em preservação digital de ultralonga duração.
O legado digital depositado pela Dasa reúne o inventário completo de seu laboratório de biodesign, parceria com a Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), e inclui modelos tridimensionais, cinco livros publicados, mais de 80 artigos científicos e reportagens, que documentam o uso pioneiro de tecnologias médicas aplicadas à arqueologia e à medicina fetal. Entre os destaques estão as reconstruções digitais de peças emblemáticas do acervo do Museu Nacional que foram severamente afetadas pelo incêndio de 2018, como o crânio de Luzia e a múmia de gato nº inv. 247.
Para o Dr. Heron Werner, médico especialista em medicina fetal da Dasa e um dos coordenadores do projeto, o depósito no AWA representa uma resposta concreta à fragilidade da memória material: “Muitas das peças do Museu Nacional que estamos depositando foram fisicamente perdidas no incêndio. Isso evidencia a importância de preservar dados e trabalhos científicos de forma segura. O que está em um HD ou mesmo na nuvem pode desaparecer rapidamente. O Arctic World Archive é, hoje, o lugar mais seguro do mundo para garantir que esse conhecimento chegue intacto às próximas gerações.”
Werner explicou também processo de digitalização de acervos, imagens e modelos tridimensionais não apenas preserva conhecimento, mas também ajudou a acelerar uma curva de aprendizado importante para a prática clínica.
“Foi justamente nesse contexto que avançamos no uso de reconstruções digitais e imagens médicas para planejamento cirúrgico, uma abordagem que hoje já faz parte da medicina de precisão e da tomada de decisão clínica baseada em dados”, completa.
Tecnologia médica preservando o passado
A parceria, iniciada em 2003 pela marca CDPI, da Dasa no Rio de Janeiro, consolidou o uso de métodos diagnósticos não invasivos, como tomografia computadorizada, ressonância magnética e ultrassonografia, para investigar estruturas internas de artefatos milenares e fetos humanos sem qualquer risco de dano. No caso da múmia de gato do período romano, a tomografia revelou tratar-se de um animal jovem, ainda com dentes de leite, além de permitir a identificação da provável causa mortis ritualística, informações que viabilizaram a reprodução fiel de seu esqueleto por meio de impressão 3D.
Fabrício de Souza, gerente sênior de TI para Radiologia e Diagnostico por Imagem (RDI) da Dasa responsável pela articulação institucional do projeto, destaca o caráter simbólico e estratégico da iniciativa. “A participação da Dasa no Arctic World Archive coroa um trabalho multidisciplinar de mais de duas décadas. Ao aplicar tecnologias de diagnóstico por imagem da medicina contemporânea na preservação de patrimônios da humanidade, reafirmamos nosso compromisso com a inovação, com a ciência e com a construção de um legado duradouro para o futuro.”
O depósito do acervo no AWA posiciona a Dasa em consonância com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, especialmente aqueles voltados à proteção do patrimônio cultural e ao estímulo à inovação tecnológica. Localizada em uma região desmilitarizada e politicamente neutra, Svalbard oferece as condições ideais para que a história da ciência brasileira, agora gravada em mídias de longevidade extrema, permaneça preservada por milênios, acessível às civilizações do futuro.
Sobre a Dasa
A Dasa é uma das maiores empresas de saúde do mundo, líder em medicina diagnóstica no Brasil. Trabalha para transformar sua especialização, alcance e escala em acesso à saúde de qualidade e cuidado humanizado para todos os brasileiros.
A empresa faz parte da vida de mais de 20 milhões de pessoas por ano, com alta tecnologia, amplo portfólio de exames e serviços e foco na melhor experiência em saúde. Com mais de 25 mil colaboradores e mais de 350 mil médicos parceiros, processa mais de 414 milhões de exames por ano em suas mais de 40 marcas presentes em todo o território nacional.
Essa capilaridade única, torna a Dasa a companhia de saúde que mais se relaciona com o brasileiro, com soluções conectadas à realidade e à diversidade do país. Com uma governança baseada em gestão disciplinada e capacidade de execução, a empresa avança como uma organização inovadora, focada e sustentável, sempre pautada pela excelência médica e pelo nosso compromisso com a sustentabilidade do setor da saúde.
