Foto: Divulgação / O Candeeiro/Arquivo
Carnaval de Salvador entra para o Guinness com maior coleta de latinhas do mundo e amplia impacto socioambiental
O Carnaval de Salvador tem se consolidado como uma plataforma de impacto socioambiental ao integrar uma ampla operação de reciclagem durante os dias de festa — estratégia que, neste ano, levou a capital baiana a entrar para o Guinness World Records com o título de maior ação de reciclagem de latinhas do mundo, após a coleta de mais de 46 toneladas de alumínio, em apenas quatro dias. A operação de coleta seletiva, realizada pela Prefeitura de Salvador, através da SECIS e Limpurb, e em parceria com a Ambev, a startup de impacto SOLOS e mais de 10 cooperativas da cidade, mobilizou cooperativas e catadores autônomos para estruturar a coleta e destinação correta de resíduos nos principais circuitos da cidade.
Ao todo, foram coletadas 131 toneladas de materiais recicláveis, incluindo latas de alumínio, garrafas PET, plásticos rígidos e embalagens flexíveis. A operação também movimentou aproximadamente R$1,4 milhões em renda para catadores, fortalecendo a cadeia local de reciclagem e ampliando a inclusão produtiva.
“Quando estruturamos a reciclagem em grandes celebrações, estamos estruturando renda, dignidade e cidadania. O Carnaval é uma vitrine poderosa para mostrar que sustentabilidade e cultura caminham juntas. Essa ação comprova que é possível gerar renda e transformar a festa em uma plataforma concreta de impacto social e ambiental”, afirma Saville Alves, líder de Negócios e cofundadora da SOLOS.
Durante todo o Carnaval na capital baiana, Centros de Reciclagem foram instalados nos circuitos Barra-Ondina e Campo Grande, garantindo pontos estruturados para entrega, pesagem e pagamento imediato dos materiais coletados. A ação também incluiu a distribuição de kits com equipamentos de proteção individual (EPIs) e fardamento, além de bonificação de R$50 a cada 15 kg de embalagens plásticas.
A operação reuniu cerca de 3000 catadores autônomos durante o Carnaval, além da participação de mais de 10 cooperativas de reciclagem, selecionadas por meio de chamamento público conduzido pela Prefeitura, via Limpurb, responsáveis pela operação das centrais de triagem.
“O trabalho com as Centrais compreende um nível alto de complexidade, abrangendo o setor público, o segmento empresarial, mas principalmente as cooperativas e o compromisso com a gestão sustentável. Todas uma cadeia preocupada em efetuar a coleta e destinação correta dos recicláveis, seja plástico ou alumínio. No fim das contas o resultado foi a premiação que recebemos este ano do Guinness World Records com o título de maior quantidade de latinhas recicladas em uma semana coleta de 46 toneladas em apenas quatro dias”, pontua Carlos Gomes, presidente da Limpurb.
A articulação reforça a cadeia local de reciclagem ao estruturar a coleta, a triagem e a destinação correta dos materiais recicláveis, ampliando a eficiência da logística reversa e gerando renda para cooperativas e catadores autônomos, além de incentivar práticas mais sustentáveis entre foliões, ambulantes e organizadores do evento, com legado ambiental e social para a cidade.
“O resultado desta operação reforça que a sustentabilidade está cada vez mais integrada à gestão pública e às grandes celebrações da nossa cidade. Ao ampliar a coleta de recicláveis e fortalecer a atuação de cooperativas e catadores autônomos, avançamos na consolidação da economia circular em Salvador, gerando renda, promovendo inclusão produtiva e deixando um legado ambiental positivo para além do Carnaval”, afirma Ivan Euler, secretário de Sustentabilidade, Resiliência, Bem-Estar e Proteção Animal (Secis).
Além da coleta de recicláveis, espaços de convivência e cuidado para crianças, que ofereciam alimentação, hidratação, descanso e suporte às famílias dos catadores durante os dias de trabalho intenso.
A iniciativa reforçou o potencial do Carnaval como motor de economia circular, geração de renda e conscientização ambiental. Ao transformar a festa em um espaço de inclusão produtiva e cuidado com a cidade, a operação deixou um legado socioambiental para Salvador e para os profissionais que vivem da reciclagem.
Por Priscila Belchior Freitas
