Foto: Divulgação/Arquivo O Candeeiro
Conheça as nove modelos brasileiras que participam do casting para desfiles em Nova York, Paris, Milão e Shanghai
Encerrada a ‘Semana de Alta-Costura’ em Paris, o circuito internacional de moda entra em um dos momentos mais estratégicos do calendário para modelos em ascensão. Longe de representar um intervalo entre temporadas, o ‘pós-couture’ funciona como um termômetro de mercado, definindo quais nomes seguem para os castings mais disputados das “semanas de moda feminina”, que acontecem nos meses seguintes.
O circuito segue por Londres, Milão, Paris, Tokyo e Shanghai, consolidando fevereiro e março como os meses mais decisivos do ano para o mercado feminino. É nesse cenário que a brasileira Josefa Santos, que integrou o line-up da Alta-Costura em Paris, realizou o primeiro desfile da temporada da New York Fashion Week, pela Ralph Lauren.
Para essas etapas, também estão em processo de seleção as modelos brasileiras Ana Beatriz, Beatriz Conceição, Sophia Lisboa, Luma Victoria, Willany, Bruna Louise e Camille Vitória, que participam dos castings em Paris e Milão. No eixo asiático, a modelo Letícia Vasconcelos integra as seletivas da ‘Shanghai Fashion Week’, mercado que vem ganhando atenção internacional.
A presença das modelos nesse circuito é acompanhada de perto pela empresária Mônica Mota, CEO da Model Club Agency, que esteve recentemente em Paris durante a Semana de Alta-Costura, participando dos bastidores e das seletivas ao lado das modelos. O acompanhamento direto nesse momento é considerado decisivo, já que muitas escolhas feitas no pós-couture definem os desfiles, contratos e exclusividades para toda a temporada.
Para Mônica, a Semana de Alta-Costura exerce um impacto direto na visibilidade profissional. “Quando uma modelo desfila Alta-Costura, ela passa a ser observada por diretores de casting e marcas de forma diferente. É um selo de credibilidade. Muitas portas se abrem nas semanas seguintes, seja para desfiles, campanhas ou contratos exclusivos”, explica.
Na prática, a passagem pelo couture reposiciona as modelos no mercado global. Além de ampliar a presença nas semanas de moda internacionais, Mônica explica que essa etapa influencia decisões estratégicas das marcas e aumenta a viabilidade comercial para campanhas de grande porte.
“A Alta-Costura não é um ponto final, é um ponto de partida. Ela posiciona a modelo em outro patamar do mercado e faz com que o mundo da moda passe a olhar para o Brasil com ainda mais atenção. O que estamos vivendo agora é o reflexo de um trabalho consistente, que conecta talento, preparo e estratégia internacional na Model Club. Enquanto as agendas no Brasil estão mais atrasadas diante do Carnaval, o palco internacional convida às principais modelos da temporada para uma nova rodada de castings, ensaios e desfiles”, conclui Mônica.
Por Anna Vilarina
