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Expoflora deve movimentar R$ 200 milhões e impulsionar economia em raio superior a 100 km de Holambra
A 43ª Expoflora, maior exposição de flores e plantas ornamentais da América Latina, deve receber cerca de 280 mil visitantes ao longo de seus 16 dias de programação, em Holambra (SP), e movimentar aproximadamente R$ 200 milhões na economia regional, segundo estimativa dos organizadores. A movimentação vai além do consumo realizado dentro da festa. O fluxo de visitantes, profissionais, fornecedores e empresas envolvidos no evento distribui seus efeitos por uma ampla cadeia econômica, em Holambra e em outros municípios da região. Segundo Laura Santi, da Agência de Desenvolvimento do Circuito das Águas Paulista (ADECAP), turismo e eventos influenciam, direta ou indiretamente, cerca de 47% das atividades econômico-empresariais. Além dos segmentos mais evidentes, como hotéis, restaurantes e transporte, entram nessa cadeia comércio, indústria, vestuário, artesanato, serviços e fornecedores. “O dinheiro do turista alimenta os parceiros da Expoflora, a cidade de Holambra e inúmeras outras cidades de seu entorno”, afirma. | |||||
Demanda por hospedagem ultrapassa Holambra | |||||
Em dias de maior movimento, a Expoflora chega a receber cerca de 20 mil visitantes, público superior à população inteira de Holambra, que tinha 15.094 habitantes no Censo 2022 do IBGE. A dimensão desse fluxo ajuda a explicar por que os efeitos da festa sobre a hospedagem ultrapassam os limites do município. Embora parte do público faça viagens de bate e volta, a estrutura hoteleira de Holambra não absorve sozinha a demanda dos visitantes que permanecem na região, que se distribui por cidades da Região Metropolitana de Campinas e do Circuito das Águas Paulista. A Expoflora também interfere na sazonalidade turística da região. Setembro seria tradicionalmente um período de menor movimento, mas a realização da festa amplia a procura por hospedagem ao atrair visitantes de diferentes regiões do país. Um recorte desse efeito aparece nos números do Campinas e Região Convention & Visitors Bureau. Segundo o diretor executivo da entidade, Fernando Vernier, o aumento da demanda em setembro representa uma projeção de aproximadamente R$ 6,2 milhões adicionais no fluxo de hospedagem apenas entre os hotéis associados ao Convention, que, juntos, somam cerca de 13,5 mil leitos. A conta não inclui a hotelaria de outras cidades fortemente impactadas pela Expoflora, especialmente no Circuito das Águas. Em Serra Negra, esse impacto também é percebido diretamente na hotelaria. Segundo Cibele Dib, presidente da Associação dos Hotéis e Restaurantes de Serra Negra (Ashores), durante o período da Expoflora a ocupação dos hotéis da cidade registra aumento de aproximadamente 15% em relação à média anual. Parte importante dessa procura vem de grupos turísticos e agências de viagens que organizam roteiros de três a quatro dias, incluindo a Expoflora e outros destinos da região. Esses roteiros costumam combinar Holambra com cidades como Serra Negra, Águas de Lindóia, Monte Sião e Pedreira, ampliando o tempo de permanência dos visitantes e distribuindo o consumo por hotéis, comércio, bares, restaurantes e outros estabelecimentos.
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