Foto: Juliana Uepa
Política de Arranjos Regionais do Audiovisual destina R$ 24 milhões para Bahia
O estado da Bahia contará
com investimentos de R$ 24 milhões para impulsionar a produção de
projetos audiovisuais. Os recursos fazem parte da Política de Arranjos
Regionais do Audiovisual, realizada pelo Governo do Brasil por meio do
Ministério da Cultura e da Agência Nacional do Cinema (ANCINE), e marca o
começo de uma nova fase de cooperação no setor.
A iniciativa
mobiliza, em todo o Brasil, mais de R$ 630 milhões em investimentos, que
vão fortalecer e estimular a produção em diferentes regiões, sobretudo
em locais que historicamente não contavam com apoio. Os Arranjos
Regionais são uma política de nacionalização do investimento, que une
recursos federais, através do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), com
contrapartidas de estados e municípios. Do total de recursos aplicados,
R$ 519,55 milhões são investidos via FSA, um fundo destinado ao
desenvolvimento articulado de toda a cadeia produtiva da atividade
audiovisual no Brasil.
Na Bahia, dos R$ 24
milhões destinados ao estado, R$ 20 milhões serão aplicados via FSA e
os outros R$ 4 milhões têm origem via o ente federativo. O estado também
terá investimentos em nível municipal. A capital, Salvador, contará com
R$ 12 milhões em recursos, dos quais R$ 10 milhões do FSA.
Até então realizada
pela última vez em 2018, a Política de Arranjos Regionais do
Audiovisual foi retomada nesta gestão com ajustes para ampliar seu
alcance. Na prática, o modelo combina recursos do Governo do Brasil com
aportes de estados e municípios, ampliando significativamente o volume
investido.
REGIÕES —
A Política de Arranjos Regionais do Audiovisual está presente em todas
as regiões brasileiras. Para a região Norte serão destinados R$ 95
milhões para impulsionar o setor audiovisual no Acre, Amapá, Amazonas,
Pará, Roraima e Tocantins e, em nível municipal, nas cidades de Boa
Vista, Macapá, Manaus e Palmas. Para o Nordeste, serão R$ 246 milhões,
destinados aos estados de Alagoas, Ceará, Piauí, Bahia, Pernambuco,
Maranhão, Paraíba, Rio Grande do Norte e Sergipe, além das cidades de
Fortaleza, João Pessoa, Maceió, Natal, Recife e Salvador.
Para o Centro-Oeste
estão destinados R$ 102 milhões, a Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso
e Mato Grosso do Sul, além da cidade de Campo Grande. No Sudeste, o
Espírito Santo, Minas Gerais e a cidade de Belo Horizonte serão
contemplados com R$ 75 milhões. Por fim, o Sul receberá R$ 112,5
milhões, destinados aos estados do Paraná, Rio Grande do Sul e Santa
Catarina, e às cidades de Curitiba, Londrina, Maringá, Novo Hamburgo e
Porto Alegre.
REPOSICIONAMENTO
— Além do volume de investimentos, a ação tem como marca o
reposicionamento da política pública para o setor. Para a ministra da
Cultura, Margareth Menezes, é fundamental o papel estruturante realizado
por esse movimento. “Não há perda em investimento em cultura de nenhuma
forma. O audiovisual ativa a economia, gera emprego e renda, transforma
a vida das pessoas, cria oportunidade, combate à violência e abre
janelas e portas para as novas gerações”, ressalta a ministra.
FUNDO SETORIAL DO AUDIOVISUAL
— Criado pela Lei nº 11.437, de 28 de dezembro de 2006, e regulamentado
pelo Decreto nº 6.299, de 12 de dezembro de 2007, o Fundo Setorial do
Audiovisual (FSA) é uma categoria de programação específica do Fundo
Nacional de Cultura (FNC) e destina-se ao desenvolvimento articulado de
toda a cadeia produtiva da atividade audiovisual no Brasil. O FSA é um
marco na política pública de fomento à indústria cinematográfica e
audiovisual no país, ao inovar quanto às formas de estímulo estatal e à
abrangência de sua atuação. O fundo contempla atividades associadas aos
diversos segmentos da cadeia produtiva do setor – produção,
distribuição/comercialização, exibição, e infraestrutura de serviços –
mediante a utilização de diferentes instrumentos financeiros, tais como
investimentos, financiamentos e apoio não reembolsável.
OBJETIVOS — Entre os principais objetivos do FSA destacam-se o incremento da cooperação entre os diversos agentes econômicos, a ampliação e diversificação da infraestrutura de serviços e de salas de exibição, o crescimento sustentado da participação de mercado do conteúdo nacional, e o desenvolvimento de novos meios de difusão da produção audiovisual brasileira.
Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República
