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Vitrine Filmes apresenta estratégia nacional de “O Agente Secreto” em Salvador
A estratégia de lançamento de “O Agente Secreto”, de Kleber Mendonça Filho, que já atraiu mais de 2,4 milhões de espectadores no Brasil, será apresentada no II Seminário de Exibição AEXIB, dia 26, às 9h, no Cine Glauber Rocha. As ações para atração de público ao filme indicado em quatro categorias do Oscar serão reveladas pelo gerente de lançamentos da Vitrine Filmes, Bernardo Lessa.
O Seminário acontece de 25 a 29 de março e integra a programação do XXI Panorama Internacional Coisa de Cinema, festival realizado em Salvador e Cachoeira entre 25 de março e 1º de abril. O evento é restrito a convidados e pessoas inscritas. Os interessados podem se inscrever até o dia 20 no site panorama.coisadecinema.com.br.
O filme protagonizado por Wagner Moura chegou aos cinemas em novembro do ano passado e já ultrapassou a marca de R$ 50 milhões em bilheteria no país. Mas esse desempenho é uma exceção no cenário nacional, onde os filmes brasileiros representam cerca de 3% dos ingressos vendidos nas salas de cinema de todo o Brasil.
Bernardo Lessa também falará sobre a estratégia de lançamento de “O Último Azul”. O filme dirigido por Gabriel Mascaro ganhou três prêmios no Festival de Berlim, incluindo o Urso de Prata - Grande Prêmio do Júri. O longa venceu o Festival Prêmio AEXIB de 2025, que volta a acontecer este ano e garante a exibição em pelo menos uma sala da rede de cada exibidor participante do seminário.
Seminário debate políticas de exibição
O Seminário de Exibição AEXIB reúne exibidores independentes, distribuidoras, gestores públicos e profissionais do setor audiovisual para discutir estratégias de fortalecimento do mercado exibidor e políticas públicas voltadas à formação de público para o cinema brasileiro. A programação inclui painéis dedicados à discussão de políticas públicas para a exibição e ao compartilhamento de experiências de exibidores e programadores.
Para Cláudio Marques, idealizador do seminário e sócio do Cine Glauber Rocha, a baixa atração de público põe em risco a produção de filmes no Brasil e a sobrevivência das salas de cinema. “É preciso criar uma política pública voltada para o setor de exibição, que é composto majoritariamente por pequenas e médias empresas nacionais”, afirma.
Entre os debates previstos está o retorno de mecanismos de incentivo voltados ao setor exibidor, como o Prêmio Adicional de Renda (PAR), discutido no painel “Políticas públicas para salas de cinema”. Outra discussão em destaque é a criação de instrumentos para ampliar o acesso do público às salas, como a ideia de um “Vale Cinema”, tema de uma das mesas do encontro.
O XXI Panorama Internacional Coisa de Cinema tem patrocínio do Instituto Flávia Abubakir e apoio financeiro do Governo do Estado, através do Fundo de Cultura, Secretaria da Fazenda e Secretaria de Cultura da Bahia. O festival conta ainda com apoio institucional da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb) e da Dimas (Diretoria de Audiovisual da Funceb).
Por Jane Fernandes
