Foto: Eduardo Andrade/Ascom/SDE
Bahia avança na agenda de comércio exterior com estruturação do Plano Estadual de Promoção da Cultura Exportadora
Construção, fortalecimento de estratégias e políticas públicas para a exportação baiana. Seguindo a programação da Política Nacional de Cultura Exportadora (PNCE), coordenada pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), a Bahia concluiu a fase de estruturação do Plano Estadual de Promoção da Cultura Exportadora, nesta sexta-feira (13), na sede do Banco do Nordeste. O evento reuniu representantes do MDIC, do Governo da Bahia, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico da Bahia (SDE), e parceiros nacionais e regionais para discutir estratégias voltadas à ampliação da presença de micro, pequenas e médias empresas no comércio internacional.
A atividade teve como objetivo iniciar a construção colaborativa do Plano Local da PNCE na Bahia, a partir de um panorama geral do projeto, por meio do diálogo e da análise conjunta do contexto estadual, além da identificação de desafios e oportunidades para o fortalecimento da cultura exportadora no estado.
“A construção colaborativa desses planos alinha esforços federais e regionais para responder às necessidades locais e interiorizar o comércio exterior, ampliando a base exportadora e levando os benefícios do comércio exterior a mais locais, empresas e famílias”, afirma a secretária de Comércio Exterior do MDIC, Tatiana Prazeres.
A SDE contribuiu significativamente nos debates sobre diretrizes políticas e arranjos institucionais, financiamento e promoção da imagem. Representando o secretário da pasta, Angelo Almeida, o superintendente de Atração de Investimentos e Fomento ao Desenvolvimento Econômico, Luciano Giudice, destacou a importância da elaboração do plano para a Bahia.
“A Bahia aguardava há muito tempo a oportunidade de integrar um projeto estruturado como o Plano Estadual de Promoção da Cultura Exportadora. Já vemos produtos baianos ganhando o mundo, como o chocolate da agricultura familiar, além da cachaça e dos vinhos produzidos na Chapada e no Vale do São Francisco. Nosso objetivo agora é fortalecer essa cultura exportadora e ampliar ainda mais a presença dos produtos da Bahia no mercado internacional. Cerca de 50% de tudo o que o Nordeste exporta sai da Bahia, o que demonstra que temos potencial e diversidade para alcançar esse objetivo”, destaca Giudice.
Das 27 unidades federativas do Brasil, a Bahia é a oitava a elaborar o Plano, sendo a SDE o ponto focal da iniciativa. Com a presença de mais de 30 técnicos de instituições federais e estaduais, o encontro discutiu os principais desafios apontados por diferentes atores envolvidos no processo exportador, além de definir ações estratégicas, objetivos intermediários e resultados esperados para fortalecer a inserção internacional da economia baiana.
PNCE
Instituída em 2023 pelo governo federal, a Política Nacional de Cultura Exportadora conta com apoio do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e busca promover a cultura exportadora no Brasil de forma coordenada e estruturada, estimulando a participação de governos estaduais e de instituições públicas e privadas ligadas ao comércio exterior.
A Política conta tem um Comitê Nacional para a Promoção da Cultura Exportadora presidido pelo MDIC e integrado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA); Ministério das Relações Exteriores (MRE); Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA); Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae); e Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil).
O colegiado conta, ainda, com a participação de todos os estados da federação e do Distrito Federal, além do Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte (MEMP), do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), do Banco do Brasil (BB), da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (Correios), da Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur), da Confederação Nacional da Indústria (CNI), da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), da Confederação Nacional de Serviços (CNS), da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e da Frente Nacional de Prefeitas e Prefeitos (FNP).
Fonte: ASCOM/SDE
