Foto: Divulgação/Arquivo O Candeeiro
Grandes usinas solares atingem 20 gigawatts e R$ 87,7 bilhões em investimentos, mas têm futuro incerto com os cortes de geração
No entanto, as
usinas solares centralizadas têm enfrentado grandes desafios que
prejudicam a aceleração da transição energética sustentável no País. O
principal gargalo são os cortes de geração renovável sem o devido
ressarcimento aos empreendedores prejudicados.
Para a entidade, os cortes acendem um alerta para a
necessidade de modernizar o planejamento e acelerar os investimentos na
infraestrutura do setor elétrico, sobretudo em linhas de transmissão e
novas formas de armazenar a energia limpa e renovável, gerada em
abundância no País.
Atualmente, as usinas solares de grande porte operam em
todos os estados brasileiros, com liderança, em termos de potência
instalada, da região Nordeste, com 52% de representatividade, seguida
pelo Sudeste, com 46,8%, Sul, com 0,5%, Centro-Oeste (incluindo o DF),
com 0,28% e Norte, com 0,26%.
O CEO da ABSOLAR, Rodrigo Sauaia, ressalta que as
usinas solares têm papel crucial no atendimento à sociedade com energia
limpa e competitiva, ainda mais neste período de maior calor, aumento de
demanda e baixa dos reservatórios hidrelétricos. “Ao combinar a geração
fotovoltaica com baterias, o País terá ganhos importantes no suprimento
e na segurança de operação dos sistema elétrico, bem como pode avançar
significativamente no cumprimento dos compromissos ambientais assumidos
internacionalmente”, aponta Sauaia.
Para Ronaldo Koloszuk, presidente do Conselho de
Administração da ABSOLAR, o crescimento da energia solar é tendência
mundial e colabora para o processo de descarbonização das economias,
sobretudo no atendimento às novas demandas de datacenters, inteligência
artificial, mobilidade elétrica e hidrogênio verde. “O Brasil possui um
dos melhores recursos solares do planeta, o que abre uma enorme
possibilidade para se tornar um verdadeiro hub global de energia limpa
para o avanço das novas tecnologias da sociedade moderna”, diz Koloszuk.
Por Thiago Nassa
