Dani Boaventura atua há mais de um ano na FlamengoTV / Foto: Divulgação/Pinnacle
Flamenguista de alma, Dani Boaventura revela desafios na transição do jornalismo convencional para a Flamengo TV
Há pouco mais de um ano, a jornalista esportiva Daniela Boaventura viveu uma das fases mais simbólicas da carreira ao trocar a estrutura tradicional da ESPN pela Flamengo TV. A movimentação aconteceu oficialmente no início da temporada de 2025, marcando uma mudança importante não apenas no ambiente profissional da comunicadora, mas também na forma como passou a se posicionar publicamente diante do futebol e da própria torcida rubro-negra.
Conhecida pela atuação em grandes veículos da imprensa esportiva, Dani agora encara o desafio de produzir conteúdo diário voltado exclusivamente ao seu clube de coração, segredo que ela nunca fez questão de guardar.
Segundo a jornalista, a transição para o canal oficial do Flamengo foi “tão gratificante quanto desafiadora”. Acostumada ao modelo convencional das grandes emissoras, Dani explica que a mudança exigiu adaptação a uma nova dinâmica de trabalho, menos engessada e mais ligada à construção de projetos independentes.
“Estar fora de uma estrutura de emissora tem seus percalços, mas é prazeroso estar construindo um projeto desde o início e ver florescer”, afirmou a profissional, destacando que o novo momento também abriu espaço para explorar possibilidades que antes não faziam parte da rotina na televisão tradicional.
A ida para a Flamengo TV também trouxe novamente à tona uma discussão recorrente no jornalismo esportivo: a relação entre imparcialidade profissional e paixão clubística. Rubro-negra assumida, Dani afirma que nunca escondeu sua ligação com o Flamengo, embora sempre tenha tratado o assunto com naturalidade. Para ela, reconhecer a torcida de um jornalista não interfere na credibilidade do trabalho, desde que haja responsabilidade na apuração e na condução das informações.
“Eu nunca escondi meu time, na verdade. Como minha primeira experiência com jornalismo foi no hard news - e eu nem imaginava trabalhar com futebol - não foi uma questão pra mim. Nunca fiquei anunciando desnecessariamente, mas nunca deixei de vestir camisa, ir a jogos etc”, conta a apresentadora.
Apesar da mudança de plataforma e do novo posicionamento público, Dani garante que o impacto na rotina profissional foi menor do que muitos imaginavam. Segundo ela, colegas e pessoas próximas já conheciam sua relação com o clube. O volume de trabalho, porém, aumentou consideravelmente. “O Flamengo demanda muito. Tanto no ao vivo, em dias de jogos, quanto nos produtos gravados que produzimos”, explica. Entre transmissões, programas semanais e a intensa cobertura do cotidiano rubro-negro, a jornalista afirma que o imprevisível faz parte da nova rotina.
Outro ponto importante da nova fase profissional foi a aproximação com o mercado de marcas e parcerias comerciais. Dani revela que um dos objetivos ao deixar a ESPN era justamente ampliar sua atuação fora do modelo tradicional das emissoras. Nesse cenário, a jornalista passou a integrar o time de influenciadores da Pinnacle.
Considerada uma das principais referências do mercado internacional de iGaming e betting, a marca chamou a atenção da comunicadora pelo lado educativo voltado ao apostador:
“O viés educativo do trabalho me interessou muito. E a relação é incrível: sinto que sou ouvida pela Pinnacle nos caminhos a serem seguidos e, assim, vamos construindo juntos um caminho diferente do óbvio”, conta Boaventura.
Vivendo uma conexão ainda mais intensa com o universo rubro-negro, Dani também projeta grandes ambições para o Flamengo em 2026. Para ela, um clube do tamanho do time carioca precisa entrar em todas as competições com mentalidade vencedora. Bem-humorada, a jornalista resume o principal desejo para a temporada: “Ser campeão mundial já está bom”.
Entre paixão declarada, novos formatos de comunicação e parcerias estratégicas no mercado esportivo, Dani Boaventura representa um perfil cada vez mais comum no jornalismo moderno, o de profissionais que conciliam identidade, credibilidade e proximidade com o público em um cenário de mídia em constante transformação.
Por Carlos Soares
